domingo, 24 de fevereiro de 2019

Violência Institucional - Contra as Mulheres e a Democracia

Material produzido em novembro de 2018, publicado em 
https://pt.org.br/schirlei-azevedo-vamos-falar-de-violencia-institucional-contra-as-mulheres-e-a-democracia/

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Estamos em um período de intensos debates sobre a violência contra a mulher com a Campanha dos “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”. Movimentos sociais, entidades sindicais, legislativos, judiciário, partidos políticos, organizações governamentais e não governamentais reforçam e ampliam o debate, onde o foco principal praticamente se reduz à violência doméstica e sexual.  Ao falar sobre violências contra mulheres, meninas, lésbicas, trans, jovens, idosas, negras, indígenas, ribeirinhas, do campo e das cidades, tocamos em feridas profundas na sociedade e mostramos quão frágil é a sociedade onde vivemos, o “mimimi” incomoda.



Quando as violências saem do âmbito público e passam para o espaço privado, como a doméstica ou familiar, o silêncio é ensurdecedor e a naturalização de algumas formas de violências cotidianas impede que as mulheres se reconheçam e as reconheçam na sociedade ou na sua própria casa. Para que o “reconhecer-se” aconteça, faz-se necessário e urgente aprofundar o debate em todos os espaços onde atuamos e criar as condições para que todas compreendam que tais violências são consequência de uma construção histórica, social, cultural, política, econômica, que estabelece papéis diferenciados para que mulheres e homens atuem em campos distintos.



Ao determinar que aos homens caibam posições de maior relevância na sociedade, institui-se uma divisão sexual dos papéis e uma organização social de gênero hierarquizada, onde o poder sobre “ela” se estabelece e, geralmente, vem acompanhado por alguma forma de violência em uma relação de dominação-exploração, que invade todos os espaços da vida social. Às mulheres resta desempenhar papéis sociais que os homens recusam para si, uma herança secular do patriarcado, de incapacidade e submissão.

Tais desigualdades são estruturais e se reproduzem para além dos espaços domésticos. Por vezes despercebidas, pela forma sutil como se apresentam, estão muito presentes no cotidiano de todas. Seja no trabalho que exercem, onde as mulheres ganham bem menos que os homens, mesmo exercendo exatamente as mesmas funções (em alguns casos a diferença pode chegar a 37%), ou nos serviços públicos ofertados que possibilitem à mulher entrar no mercado de trabalho (a ausência de políticas que viabilizem os cuidados com crianças, pessoas idosas, adoecidas, são determinantes), ou como as empresas de comunicação vendem produtos e serviços utilizando “corpos perfeitos” e veiculam mensagens direcionadas apenas às “belas, recatadas e do lar” e escravas da cultura da beleza.

Entre estas negações de direitos, nem sempre consideradas violências, está o que chamamos violência institucional, que também traz em sua raiz as desigualdades de gênero, materializada tanto nas relações de trabalho (privado ou público), quanto no acesso a serviços constitucionalmente garantidos. É um tipo de violência motivada por desigualdades de classe, mas também de gênero, geracional, étnico-racial, econômica, social, predominantes no modelo de sociedade capitalista, onde a necessidade de vender a força de trabalho na lógica de concorrência, por si só, já configura uma violência.

Decorrente de relações de poder e/ou política e integrada à cultura das relações sociais estabelecidas em instituições, sejam elas públicas ou privadas, podem ser percebidas nas formas de gestão cujo foco está no crescimento e alcance de resultados maiores e melhores, por muitas vezes desconsiderando normas previstas em leis, tratados ou convenções. Há vários exemplos de violência institucional contra a mulher nas relações de trabalho, entre eles estão: dispensa sem justa causa, assédio sexual e assédio moral, acidentes e adoecimentos em função do trabalho, negligenciar condições a gestantes, mudança de turno sem consulta prévia, salário desigual na mesma função, exigências para além do previsto no contrato de trabalho.

As mudanças ocorridas como as da “contra-reforma” trabalhista possibilitaram contratos de trabalho temporário, intermitente e de terceirização irrestrita, precarizaram relações e direitos para milhares de assalariadas, principalmente as empregadas domésticas. Aprovada pelo Congresso Nacional e proposta pelo governo federal, tal medida ao invés de promover a igualdade aprofundou o cenário de desigualdades.

O Estado promove e institucionaliza a violência por meio de ações e/ou omissões. A atuação policial nas ruas ou as práticas até mesmo inconstitucionais durante procedimentos investigativos podem configurar um tipo de ação de violência institucional por parte do Estado. Quando a causa da violência se estabelece pela omissão do Estado, um dos exemplos mais relevantes para a vida das mulheres está na não implementação dos equipamentos necessários para proteção das mulheres em situação de violência doméstica.

São inúmeras campanhas que encorajam milhares de mulheres a denunciarem as agressões vividas em âmbito doméstico, mas ao procurarem o auxílio não encontram delegacias especializadas, centros de referência e assistência, casas abrigo, agilidade na emissão de medidas protetivas, resultado: 1.133 feminicídios em 2017 no Brasil.

Talvez seja o maior exemplo de violência institucional contra mulheres, já em situação de violência: o poder executivo que não viabiliza e implementa a política, o legislativo que não fiscaliza a política, a demora na atuação do poder judiciário, os abusos e o descaso na relação entre profissionais e a usuária dos serviços, infelizmente carregadas de práticas discriminatórias em função da raça, etnia, orientação sexual e religião.

Quando o Estado aprofunda as desigualdades com medidas desfavoráveis negando direitos às “minorias” (maioria da população) e nos momentos de crise econômica, política, social, constitui medidas de austeridade (a exemplo da Emenda Constitucional 95), retirando direitos fundamentais como o acesso a saúde e assistência (universal e de qualidade), trabalho (decente e bem remunerado), segurança, alimentação saudável, educação (sem mordaça e com discussão de gênero), ele se torna agente violador. Há perversidade maior que taxar os mais pobres e isentar de tributos os mais ricos?

A eliminação da violência institucional contra as mulheres requer uma transformação profunda da sociedade e de nós mesmos. Precisamos desconstruir a cultura da indiferença, do medo e da resignação que conduz à naturalização das desigualdades sociais, dos atos de violência, de preconceitos de gênero, raça e etnia, geracionais e de orientação sexual. O que requer: coragem e mobilização para o enfrentamento, organização para formar e informar, participação política ativa em espaços de poder e decisão, cientes de que a violência institucional é uma ameaça real as nossas vidas e a nossa Democracia.

*Schirlei Azevedo é Assessora da Bancada do Partido dos Trabalhadores na ALESC, Vice Presidenta do PT Florianópolis e do Coletivo de Formadoras da Escola Nacional de Formação do PT.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

PEC 06/2019 - Uma Violência contra as Mulheres




A Proposta de Emenda a Constituição (PEC 06/2019), chamada pela equipe do Governo como "Nova Previdência" não modifica apenas o sistema de previdência social, estabelece regras de transição e disposições transitórias. Tal proposição transformará a vida de milhões de brasileiros, em especial das brasileiras, com um verdadeiro desmonte do sistema de proteção social, aprofundará violências e irá gerar um exército de miseráveis, em um País onde a taxa de pobreza já atinge 30% da população com até 17 anos. 

Entre os fundamentos do Estado Democrático de Direito, previstos na Constituição de 1988, estão a cidadania e a dignidade da pessoa humana, vivendo em uma sociedade livre, justa, equânime, solidária e que promova o bem de todos, todas e todes. Entre os direitos e garantias fundamentais para a plena cidadania estão o acesso a um conjunto integrado de ações que envolvem tanto o Poder Público quanto a Sociedade, assegurando de forma universal uma vida digna. 

Anunciada como a "salvação econômica do Brasil", a PEC 06/2019 é uma proposta tão fake quanto a campanha eleitoral de 2018 e as alterações feitas na legislação trabalhista pelo (des) governo de Temer que garantia gerar mais de dois milhões de empregos formais, com carteira assinada e contribuindo para a previdência. Cabe resgatar também os efeitos nefastos da Emenda Constitucional 95 (EC 95) e o não  investimento por 20 anos em políticas públicas, já perceptíveis em todos os municípios brasileiros.

Quando o Congresso Nacional "legalizou" o trabalho informal, pejotizado e intermitente, optou por reduzir a arrecadação previdenciária e excluir milhões de trabalhadores e trabalhadoras do direito de acessar o sistema de proteção social, em benefício do empresariado. 

De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) quase metade (46,9%) da população preta ou parda está na informalidade, 40,7% das trabalhadoras estão sem registro. Em algumas atividades como a agropecuária, 75,5% das mulheres não têm registro, e nos serviços domésticos, 71,2% das mulheres estão sem carteira assinada. Com relação a renda das trabalhadoras sem carteira assinada, em média, é de 73% de um homem na mesma condição. 

A importância de resgatar tais elementos no debate sobre a "Nova Previdência" está em demonstrar que tal proposta já não atinge quase 50% da população que sobrevive de um trabalho socialmente desprotegido e sem qualquer perspectiva de garantias para um futuro seguro. Salvo se conseguir poupar, mas com uma média mensal de rendimento em torno de R$1.000,00, fica impossível. O Banco Mundial afirma que "os brasileiros de todas as idades parecem ocupados demais com seus problemas no presente e não estão se preparando para a velhice", que nos apresentem a fórmula de multiplicação.

A proposta é de subir a idade mínima de aposentadoria para mulheres (62 anos) e homens (65 anos) e a obrigatoriedade de 40 anos de contribuição, para ter direito a uma aposentadoria de 100% sobre a média salarial de todas as suas contribuições. Neste contexto de trabalho precarizado e sem vínculos, é importante frisar que uma trabalhadora que inicie trabalho formal aos 18 anos terá que trabalhar e contribuir mensalmente com a previdência por 44 anos. Ou seja, registrar e contribuir sobre salário minimo, e ficar doente ou desempregada, nem pensar. 

Ora, se o que vale hoje nas relações de trabalho, é o trabalho informal e a terceirização irrestrita, onde há elevada taxa de rotatividade, com trabalhadores e trabalhadoras permanecendo em média 2,7 anos no emprego intermediado, teremos que trabalhar para muito além dos 80 anos. Importante considerar que somos um país onde o setor que mais emprega é o de comércio e serviços, em que as condições de trabalho são favoráveis a acidentes e ao desenvolvimento de doenças. 

Com a EC 95 - teto dos "gastos" públicos, o governo disse em alto e bom som: "Mulheres, voltem para as cozinhas e senzalas, não envelheçam e parem de parir por 20 anos", na ausência de políticas de cuidados para as crianças, idosos, pessoas com deficiência ou adoecidas, recai à mulher a responsabilidade deste cuidar. Aprofundando ainda mais a divisão sexual e social do trabalho, a feminização da pobreza e as dificuldades em se manter em um emprego formal. 

Diante desta PEC, as mulheres que cuidaram filhos, netos, bisnetos e não conseguiram contribuir com a Previdência, serão cuidadas por outras mulheres, sem qualquer proteção do Estado, até completarem 60 anos e terem o direito de receber R$ 400,00 mensais, por uma vida dedicada a fazer aquilo que o Estado se negou a fazer e a Sociedade e a própria família não reconhecem. 

A população de idosos no Brasil (entre 2012 e 2017) saiu de 25,4 milhões para mais de 30,2 milhões, vivendo em abrigos públicos em total situação de abandono, há 60.939 pessoas com 60 anos ou mais. A estimativa é de que em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos.    

Com relação a pensões e a redução do acúmulo de benefícios (pensão mais aposentadoria), cabe registrar que de acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social (2015), do total de pessoas que receberam pensão por morte, 84% (ou 6,2 milhões) foram mulheres. Apenas 2,3 milhões (8% do total de beneficiários de previdência) acumularam benefícios de aposentadoria e pensão, sendo 84% mulheres. A importância das pensões por morte para as mulheres na faixa etária de 60 anos é essencial a sua vida e a dos seus, apesar de três quartos das pensões por morte recebidas pelas mulheres não ultrapassarem dois salários mínimos.

A proposta que o Congresso Nacional terá que debater, ignora totalmente as desigualdades de condições de trabalho e salários e as diferenças regionais, ignora o índice de desemprego e a crescente do trabalho informal, o déficit habitacional 
(1/3 do salário é para aluguel), o transporte público ineficiente (1/5 do salário é usado para o transporte), a inexistência de "creches" públicas em período integral. Ignora as especificidades do trabalhador rural e na pesca artesanal, em especial das trabalhadoras, onde 70% das mulheres começam a trabalhar antes dos 14 anos. 

Tal proposta não reconhece as diferenças entre os setores público e privado, em especial, das mulheres na educação e segurança. Que os Benefícios de Prestação Continuada, aposentadorias, pensões, benefícios previdenciários e acidentários e o Abono Salarial geram importante movimentação na economia local - apenas 6% dos atuais beneficiários do Abono Salarial continuarão a receber.  

Implementar um regime de capitalização nas condições postas, é "suicidar" a população mais vulnerável e que precisa que a Seguridade Social (saúde, assistência, previdência) mantenha seu caráter público, universal, solidário, com o objetivo de reduzir desigualdades. As ruas do Brasil já estão repletas de trabalhadores e trabalhadoras excluídos do acesso a direitos previdenciários, através da MP 871/2019 editada em janeiro, blindaram o acesso a benefícios por afastamento do trabalho ou aposentadoria por invalidez. 

Se recusam a debater a necessidade de mudanças urgentes na Lei de Execução Fiscal e nos instrumentos legais que prestigiam o mau pagador, fraudador, sonegador. Devido a desvios, sonegações e dívidas, nos últimos 20 anos,  deixaram de entrar nos cofres da Previdência mais de R$ 3 trilhões. Esse valor atualizado passaria dos R$ 6 trilhões (dados do Relatório da CPI da Previdência), entre fraudes e sonegações, os números ultrapassam os R$ 100 bilhões.


A PEC 06/2019, cria as condições necessárias para excluir definitivamente quase 50% da população que ainda mantém algum vínculo empregatício e está segurada por um Regime Próprio, Regime Geral ou Regime Especial. Servindo como uma transição para "carteira de trabalho verde e amarela - laranja" e a privatização total da Seguridade Social. Não por menos, há a compreensão de que, pela complexidade e amplitude da proposição, esta é uma reforma constitucional, mas sem constituinte


Schirlei Azevedo é Vice Presidenta do PT Floranópolis e do Coletivo de Formadoras da Escola Nacional de Formação do PT 



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Atlas da Violência 2018




(acesse o link acima)



Em 2016, o Brasil alcançou a marca histórica de 62.517 homicídios, segundo informações do Ministério da Saúde (MS), o que equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, correspondendo a 30 vezes a taxa da Europa. Apenas nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no Brasil.



A violência letal contra jovens, não tem surpresas, traz uma situação ainda mais grave e que se acentuou no último ano: os homicídios respondem por 56,5% da causa de óbito de homens entre 15 a 19 anos. Quando considerados os jovens entre 15 e 29 anos, observamos em 2016 uma taxa de homicídio de 142,7 por 100 mil habitantes.



Outra questão já abordada em outras edições do Atlas da Violência é a desigualdade das mortes violentas por raça/cor, que vem se acentuando nos últimos dez anos, quando a taxa de homicídios de indivíduos não negros diminuiu 6,8%, ao passo que a taxa de vitimização da população negra aumentou 23,1%. Assim, em 2016, enquanto se observou uma taxa de homicídio para a população negra de 40,2, o mesmo indicador para o resto da população foi de 16, o que implica dizer que 71,5% das pessoas que são assassinadas a cada ano no país são pretas ou pardas.



Dos estupros no país, os dados são estarrecedores, em que 68% dos registros, no sistema de saúde, se referem a estupro de menores e onde quase um terço dos agressores das crianças (até 13 anos) são amigos e conhecidos da vítima e outros 30% são familiares mais próximos como país, mães, padrastos e irmãos. Além disso, quando o perpetrador era conhecido da vítima, 54,9% dos casos tratam-se de ações que já vinham acontecendo anteriormente e 78,5% dos casos ocorreram na própria residência.



Uma das principais facetas da desigualdade racial no Brasil é a forte concentração de homicídios na população negra. Quando calculadas dentro de grupos populacionais de negros (pretos e pardos) e não negros (brancos, amarelos e indígenas), as taxas de homicídio revelam a magnitude da desigualdade. É como se, em relação à violência letal, negros e não negros vivessem em países completamente distintos. Em 2016, a taxa de homicídios de negros foi duas vezes e meia superior à de não negros (16,0% contra 40,2%). Em um período de uma década, entre 2006 e 2016, a taxa de homicídios de negros cresceu 23,1%. No mesmo período, a taxa entre os não negros teve uma redução de 6,8%.



Em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, observa-se um aumento de 6,4%. Cabe também comentar que a taxa de homicídios de mulheres negras foi 71% superior à de mulheres não negras.



A base de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade não fornece informação sobre feminicídio, portanto não é possível identificar a parcela que corresponde a vítimas desse tipo específico de crime. No entanto, a mulher que se torna uma vítima fatal muitas vezes já foi vítima de uma série de outras violências de gênero, por exemplo: violência psicológica, patrimonial, física ou sexual. Ou seja, muitas mortes poderiam ser evitadas, impedindo o desfecho fatal, caso as mulheres tivessem tido opções concretas e apoio para conseguir sair de um ciclo de violência.



Para o enfrentamento da violência contra a mulher, além de dar visibilidade aos crimes, é fundamental a manutenção, a ampliação e o aprimoramento das redes de apoio à mulher, previstos na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que viabilizam o atendimento e as alternativas de vidas para as mulheres. A rede de atendimento deve garantir o acompanhamento às vítimas e empenhar um papel importante na prevenção da violência contra a mulher. Além de ser assistida pelo sistema de justiça criminal, a mulher deve conseguir ter acesso à rede também por meio do sistema de saúde, já que em muitos casos as mulheres passam várias vezes por esse sistema antes de chegarem a uma delegacia ou a um juizado.



O Atlas da Violência 2018, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), construiu e analisou inúmeros indicadores para melhor compreender o processo de acentuada violência no país.


Publicação cadastrada em: 5 de junho de 2018



terça-feira, 24 de abril de 2018

EC 95 – de PEC da Morte a Morte dos Sonhos


(Foto - João Roberto Ripper)

A EC 95 é o maior exemplo de violência institucional contra a sociedade brasileira. Tiram do povo para financiar Globo, Veja, Folha, Facebook e afins. Os veículos do grupo Globo receberam R$ 46 milhões do governo federal em Jan/Out de 2017, aumento de 50% sobre 2015.



EC 95 – de PEC da Morte a Morte dos Sonhos


*Schirlei Azevedo – Assessora Bancada PT ALESC,
Vice-presidenta PT Florianópolis/SC



A Emenda Constitucional 95 é, sem qualquer dúvida, o mais emblemático exemplo de violência institucional de um governo contra os sonhos e a vida de sua população. Uma violência silenciosa que aprofunda as desigualdades, afronta a democracia e gera um exército de pessoas socialmente desprotegidas.


A omissão por parte do poder publico é a principal responsável pela violência que se reproduz nas ruas e nos lares, e é o alimento gerador da fábrica de produção da miséria que se estabelece no Brasil e se aprofundará nos próximos anos.


A EC 95 passou a ter efeito em 2017, limitando o aumento de gastos à inflação do ano anterior, com exceção das áreas da Saúde e Educação, onde o teto será aplicado a partir de 2018. Porém, em 2017 já tiveram queda orçamentária em torno de 17% para a saúde e 19% para a educação.


Esta medida de austeridade, a PEC da Morte do Estado Democrático, não só rompeu o Pacto Constitucional de 1988 e afetou diretamente os investimentos para garantir direitos humanos e proteção social, como também violou os tratados internacionais onde o Brasil é signatário.


De acordo com normas internacionais,


"as medidas de consolidação fiscal devem: ser temporárias, estritamente necessárias e proporcionais; não discriminatórias; levar em consideração todas as alternativas possíveis, inclusive medidas tributárias; proteger o conteúdo mínimo dos direitos humanos; e ser adotadas após cuidadosa consideração e genuína participação dos grupos e indivíduos afetados nos processos de tomada de decisão" (Committee on Economic, Social and Cultural Rights, 2012 - 2016).


Os Governos Lula e Dilma realizaram sonhos através do acesso a educação (Sisu, ProUni, Fies, Pronatec, Ciência sem Fronteiras, expansão de Universidades Federais e Institutos Federais), o acesso a terra e aquisição da casa própria, com programas para a geração de emprego e distribuição de renda (pleno emprego) e com políticas de enfrentamento a várias formas de violências, principalmente a violência contra as mulheres.


Em 2014 o orçamento para as políticas para a promoção da autonomia e combate a violência contra a mulher chegou a R$154 milhões (valores corrigidos). Em 2015, caiu para R$ 107 milhões, passou para R$ 81 milhões em 2016 e em 2017 caiu para R$ 57 milhões. As políticas para as mulheres perderam nesse período 62,8% do orçamento.


De 2014 a 2017 foram 164 serviços especializados como: abrigos, centros de atendimento, delegacias e varas judiciais especializadas fechados no Brasil. Em não havendo os equipamentos sociais necessários para a efetivação da Lei Maria da Penha, os índices de violência contra a mulher (já absurdos) tendem a subir, em proporcionalidade a redução orçamentária.


Casa da Mulher Brasileira – o programa “Mulher viver sem violência” previa a construção de uma casa em cada capital brasileira, apenas três casas estão abertas. Observatório de Gênero - perdeu prioridade institucional e seu Relatório Anual Socioeconômico da Mulher foi publicado pela última vez em 2014. O governo parou de publicar as estatísticas bianuais da linha telefônica - 180, para mulheres denunciarem e se informarem sobre violência de gênero.


O não investimento em programas de combate a violência, de promoção da autonomia das mulheres, de acesso a educação e saúde públicas, de segurança, de habitação e de saneamento, de geração de emprego e distribuição de renda, praticamente obrigam as mulheres a abrirem mão do trabalho formal (ou informal) remunerado e a assumirem as responsabilidades dos cuidados com as crianças, as pessoas adoecidas, idosas e com deficiência. Reforçando o papel conservador de delegar às mulheres a responsabilidade pelo espaço privado.


De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) em parceria com a Oxfam Brasil e o Centro para os Direitos Econômicos e Sociais, publicado em dezembro de 2017, há uma queda de até 83% em políticas publicas voltadas à área social nos últimos três anos.


A área que mais perdeu recursos desde 2014 foi a de direitos da juventude com 83% de redução. Inviabilizando políticas importantes como o plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra (Juventude Viva), ou o Programa Estação Juventude e o programa Juventude Rural.


O Brasil durante anos foi referência mundial no combate a fome através de políticas sociais que possibilitaram o acesso a alimentação adequada e saudável, onde o principal problema não estava na produção de alimentos e sim no acesso. Os impactos da EC 95 projetam uma redução orçamentária para as políticas desenvolvidas através do Ministério de Desenvolvimento Social de 54% do orçamento (IPEA).


Os investimentos com programas voltados à segurança alimentar foram reduzidos em 76%. O Programa Cestas de Alimentos para os povos e comunidades tradicionais que em 2014 tinha alocado na Lei Orçamentária Anual (LOA) um orçamento de R$ 82 milhões, em 2018 passou a ter R$27 milhões. O orçamento para a aquisição de alimentos diretamente da agricultura familiar, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em 2014 estava em R$1,3 Bilhões, para 2018 há R$ 431 milhões estimados.


A dotação orçamentária para o Programa Bolsa Família passou de R$ 29,77 bilhões, em 2017, para R$ 28,7 bilhões em 2018 - um recuo de 3,6%, ou R$ 1,07 bilhão. De acordo com o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), 96% dos valores repassados através do Programa Bolsa Família, são utilizados para a alimentação.


O Programa para universalização do acesso a água, Programa Cisternas, em 2014 teve orçamento de R$ 643 milhões, já em 2018 o orçamento previsto está em R$40 milhões. Já o Programa de Inclusão Produtiva para as Mulheres (rurais e negras) em 2014 contou com R$ 32 milhões, em 2018 tem apenas R$ 4 milhões.


As políticas para mudanças climáticas tiveram queda de 72%. Programas para moradia digna e de defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, perderam 62%. Para a promoção da igualdade racial a perda foi de 60% em recursos.


Por todos os motivos acima elencados e tantos outros comprovados através dos dados apontados pelos estudos citados, a EC 95 atinge significativamente a vida de milhões de brasileiros, especialmente das brasileiras, fere tratados internacionais onde o Brasil é signatário, rompe o pacto constitucional de 1988, mergulha o Brasil na maior crise social e econômica de sua história, atinge diretamente Estados e Municípios e transforma um estado democrático em um estado de exceção, onde as pessoas sequer tem o direito de sonhar.


Pela revogação da EC 95, ja! Assine: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR102140


#PelaDemocracia #PelaSoberaniaNacional #PelaVidaDasMulheres #PorTodasVivas #PorTodasLivres #DireitosValemMais #LulaLivre #EuSouLula





Fontes:


https://www.oxfam.org.br/sites/default/files/arquivos/Relatorio_A_distancia_que_nos_une.pdf


http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-do-inesc/biblioteca/publicacoes/outras-publicacoes/direitos-humanos-em-tempos-de-austeridade/view


http://austeridade.plataformadh.org.br/files/2017/11/publicacao_dhesca_baixa.pdf


https://www.youtube.com/watch?time_continue=5398&v=_cPW2dx8C9I

sexta-feira, 23 de março de 2018

Papo com Neruda e Lula




#MomentosMeusQueNãoAbroMão

Sabe aqueles dias que você acorda com uma saudade grande no peito? Então... gosto de estar com Neruda nestes momentos. Viajo com Neruda, brigo com ele quando as palavras sufocam, choro com as dores e sorrio quando o sinto sussurrar amores.

Hoje recebi os versos de "o teu riso" e me lembrei da sequência de fotos que a Marta tirou em Brasilia e do quanto esse sorriso e abraço me fizeram bem

Assim te quero meu líder e compa #Lula...

Sorrindo... Sorrindo pelas ruas da ilha
A nossa luta tem sido árdua,
O sangue nas ruas,
A volta da fome
Olhares cansados e sem vida
Mas... O coração bate forte
E a gente não se entrega
Pois na primavera a esperança reascenderá
Amo-te!
(mas não quero casar contigo... rssss)



#LulaEmFloripa
#LulaLivre #Lula2018
#PelaDemocracia
#PorTodasNós




"O teu riso"


Tira-me o pão, se quiseres,

tira-me o ar, mas não

me tires o teu riso.


Não me tires a rosa,

a lança que desfolhas,

a água que de súbito

brota da tua alegria,

a repentina onda

de prata que em ti nasce.


A minha luta é dura e regresso

com os olhos cansados

às vezes por ver

que a terra não muda,

mas ao entrar teu riso

sobe ao céu a procurar-me

e abre-me todas

as portas da vida.


Meu amor, nos momentos

mais escuros solta

o teu riso e se de súbito

vires que o meu sangue mancha

as pedras da rua,

ri, porque o teu riso

será para as minhas mãos

como uma espada fresca.


À beira do mar, no outono,

teu riso deve erguer

sua cascata de espuma,

e na primavera, amor,

quero teu riso como

a flor que esperava,

a flor azul, a rosa

da minha pátria sonora.


Ri-te da noite,

do dia, da lua,

ri-te das ruas

tortas da ilha,

ri-te deste grosseiro

rapaz que te ama,

mas quando abro

os olhos e os fecho,

quando meus passos vão,

quando voltam meus passos,

nega-me o pão, o ar,

a luz, a primavera,

mas nunca o teu riso,

porque então morreria.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Agenda Internacional - Assembleia Mundial de Mulheres no Fórum Social Mundial 2018




Agenda Mundial - Assembleia Mundial de Mulheres no Fórum Social Mundial 2018


O Fórum Social Mundial de Salvador 2018 trabalhou para a construção de uma carta de convergência de dez pontos inegociáveis para a agenda feminista internacional.


Aos executivos e legislativos (municipais, estaduais, e nacional) cabe: propor, fiscalizar e defender ações que superem as desigualdades e desnaturalizem as violências cotidianas contra as mulheres.


Aos movimentos sociais, sindical, de mulheres e feministas: lutar e defender os 10 pontos, em todos os espaços que circulam. Dialogar cotidianamente com a sociedade, a família, vizinhas, amigas.




Seguem os 10 pontos:


* Pelo pleno reconhecimento do trabalho produtivo e reprodutivo, contra o assédio sexual e moral no trabalho, pela equidade salarial, exigimos políticas públicas para garanti-las;


* Pelo fim dos feminicídios, transfeminicídios e de todas as formas de violência, sejam elas sexuais, físicas, psicológicas, domésticas praticadas em âmbito público, privado e no ativismo;


* Pelo direito de decidir sobre os nossos corpos, sentimentos e pensamentos com autonomia, sem a interferência do Estado, dos fundamentalismos religiosos e do poder corporativo;


* Pela emancipação real e substantiva e pelo acesso ao poder político;


* Pelo fim da utilização de nossos corpos como arma de guerra. Pelo fim da perseguição e assassinato de defensoras e defensores de direitos humanos;


* Pelo acesso de todas e todos à educação universal emancipadora, libertadora e não sexista;


* Contra o racismo, a xenofobia, o genocídio e o fim do encarceramento das pessoas negras, indígenas e pobres;


* Pelo reconhecimento de nossa identidade e expressão de gênero, auto-percebida/auto-determinada. Pela plena garantia de nossos direitos. Pelo fim da discriminação e da violência contra a orientação sexual, a identidade e a expressão de gênero;


* Pelo desmantelamento da estrutura patriarcal dos meios de comunicação, pelo fim da mercantilização e hipersexualização de nossa imagem. Nossa invisibilidade nesses meios contribui para o silenciamento de nossas lutas;


* Pela justiça climática. Somos parte da natureza, e não donas dela. Contra o capitalismo, colonialismo e imperialismo que nos explora e nos expulsa em várias partes ao redor do planeta.






#MarielleVive


#PorTodasNós


#PorTodasVivas


#PorTodasLivres

terça-feira, 20 de março de 2018

Pela Revogação da EC95 #DireitosValemMais

Registro os motivos que me levam a apoiar e divulgar a Campanha "Direitos valem mais, não aos cortes sociais: por uma economia a favor da vida e contra todas as desigualdades"  lançada durante o debate "Austeridade e Desmonte do Estado Nacional" no Fórum Social Mundial 2018.
E convido a militância dos movimentos sociais, movimento sindical, movimento de mulheres e feministas, a se engajarem na Campanha pela Revogação da EC95



#DireitosValemMais

Em outubro de 2016 escrevi sobre "A PEC 241 e as Mulheres"  (PEC da Morte) e naquele momento discutia o quão perversa aquela proposta de emenda a constituição, que cortaria e congelaria os investimentos sociais pelos próximos 20 anos, seria para a vida das mulheres.

A proposta foi aprovada em dezembro de 2016, passando a vigorar como Emenda Constitucional 95 (EC 95). Os efeitos da EC 95, que limita o aumento de gastos à inflação do ano anterior, passou a ter efeito em 2017, com exceção das áreas da Saúde e Educação, onde o teto será aplicado à partir de 2018, mas em 2017 já tiveram quedas orçamentárias em torno de 17% - saúde, 19% - educação.

Apesar de importantes pensadores e pensadoras da economia brasileira terem defendido ser necessário e mais eficaz auditar a divida publica, taxar grandes fortunas, rever isenções, agir fortemente contra sonegações, o governo decidiu por adotar o teto de gastos como solução para o déficit fiscal no País.

Esta medida de austeridade não só afetou diretamente os investimentos em direitos humanos e proteção social, principalmente nas politicas para a juventude, as mulheres e a promoção da igualdade racial, mas também violou os tratados internacionais onde o Brasil é signatário.

De acordo com normas internacionais de direitos humanos, "as medidas de consolidação fiscal devem: ser temporárias, estritamente necessárias e proporcionais; não discriminatórias; levar em consideração todas as alternativas possíveis, inclusive medidas tributárias; proteger o conteúdo mínimo dos direitos humanos; e ser adoadas após cuidadosa consideração e genuína participação dos grupos e indivíduos afetados nos processos de tomada de decisão" (Committee on Economic, Social and Cultural Rights, 2012 - 2016).

Vejamos:

As Políticas para as Mulheres perderam 62,8% do orçamento. Em 2014 o orçamento para as politicas para a promoção da autonomia e combate a violência contra a mulher chegava a R$ 154 milhões (valores corrigidos). Em 2015, caiu para R$ 107 milhões, passou para R$ 81 milhões em 2016 e em 2017 caiu para R$ 57 milhões.

De 2014 a 2017 já tivemos 164 serviços especializados como: abrigos, centros de atendimento, delegacias e varas fechados no Brasil. Em não havendo os equipamentos sociais necessários para a efetivação da Lei Maria da Penha, os índices de violência contra a mulher (já absurdos) tendem a subir, em proporcionalidade, a redução orçamentária.

Casa da Mulher Brasileira — que deveriam ser construídas em 25 capitais brasileiras - apenas três casas estão abertas e nenhuma nova casa foi construída em 2017.

O ‘Observatório de Gênero’ perdeu prioridade institucional e seu Relatório Anual Socioeconômico da Mulher foi publicado pela última vez em 2014 e o governo parou de publicar as estatísticas bianuais da linha telefônica para mulheres vítimas de violência de gênero (180).

Cabe ressaltar que tais medidas de austeridade reforçam o papel conservador de delegar às mulheres os cuidados com o espaço privado, na medida em que o Estado se exime e se omite de tais responsabilidades. O não investimento em programas de combate a violência, de promoção da autonomia das mulheres, de acesso a educação e saúde públicas, de segurança, de habitação e de saneamento, de geração de emprego e distribuição de renda, praticamente obrigam as mulheres a abrirem mão do trabalho formal remunerado e a assumirem as responsabilidades dos cuidados com as crianças, as pessoas adoecidas, idosas e com deficiência.

De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) em parceria com a Oxfam Brasil e o Centro para os Direitos Econômicos e Sociais, publicado em dezembro de 2017, há uma queda de até 83% em políticas publicas voltadas à área social nos últimos três anos.

A área que mais perdeu recursos desde 2014 foi a de direitos da juventude com 83% de redução. Inviabilizando políticas importantes como o plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra (Juventude Viva), ou o Programa Estação Juventude e o programa Juventude Rural.

Os investimentos com programas voltados à segurança alimentar foram reduzidos em 76%, as políticas para mudanças climáticas tiveram queda de 72%. Programas para moradia digna e de defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, perderam 62%. Para a promoção da igualdade racial a perda foi de 60% em recursos.

Por todos os motivos aqui elencados e tantos outros comprovados através dos dados apontados pelo estudo acima citado, reafirmo o que já havia dito em 2016: a EC 95 atinge significativamente a vida de milhões de brasileiras, fere tratados internacionais onde o Brasil é signatário, rompe o pacto constitucional de 1988, mergulha o Brasil na maior crise social e econômica de sua história e transforma um estado democrático em um estado de exceção.

Faço um convite a todos, todas e todes, que comungam do mesmo pensar, a se engajarem na luta pela revogação da EC 95 e a participar dos 10 dias de ativismo pela revogação da EC 95 (de 07 a 17 de abril). Construindo atividades de debates em seus locais de trabalho, com vizinhas, familiares, amigas e amigos.

Mais informações sobre a Campanha 

#PelaDemocracia
#PelaSoberaniaNacional
#PelaVidaDasMulheres
#PorTodasVivas
#PorTodasLivres
#DireitosValemMais


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PEC 241 e as Mulheres

A PEC 241 e as Mulheres

Contribuição de Schirlei Azevedo para o Movimento das Mulheres Trabalhadoras Urbanas de Santa Catarina MMTU/SC – outubro de 2016

A #PEC241 atingirá significativamente a vida de milhões de brasileiras e não é por menos que está sendo chamada como a #PecDaMorte do Estado Democrático, destinado pela Constituição Federal de 1988 a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias. 

A #PecDaMorte de um Estado Democrático de Direito que garante como direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados.

O movimento de mulheres e feministas há décadas vem debatendo de quem é a responsabilidade sobre a questão dos cuidados. Desde  a divisão sexual do trabalho, foi delegado às mulheres os cuidados com a família, o cotidiano das tarefas domésticas, a alimentação saudável, a educação dos filhos, os cuidados com as pessoas idosas, adoecidas e de pessoas com deficiência. 

Muitos foram os avanços para as mulheres brasileiras na última década, com a elaboração e efetivação de políticas públicas que possibilitaram o empoderamento das brasileiras, em busca de escolaridade, autonomia, profissionalização, melhores empregos e remuneração justa.

Para além de valorização e realização pessoal e profissional, estas políticas foram decisivas para que milhares de mulheres conquistassem as condições necessárias para se libertarem de uma série de violências, discriminações e desigualdades. Entre elas, sair da condição de vítimas de violência doméstica e familiar, tornando-se protagonistas de suas próprias vidas.

Não é possível falar de soberania nacional, democracia, estado democrático de direito, quando não há empoderamento das mulheres e igualdade de direitos, com equidade.

A efetivação da #PEC241 irá reforçar o papel conservador de delegar às mulheres os cuidados com o espaço privado, na medida em que o Estado se exime e se omite de tais responsabilidades. 

O não investimento por 20 anos em saúde, educação, assistência, a desvinculação de benefícios do salário minimo, a reforma da previdência prevista ainda para este ano e a reforma trabalhista, com certeza, atingirá exclusivamente a vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, protegidos pelo Sistema Único de Saúde, Sistema Único de Assistência Social, Previdência Social e que tem, no ensino público, a única perspectiva de formação e profissionalização.

De acordo com o IBGE, a população brasileira aumentará em 20 milhões nos próximos 20 anos e o número de idosos irá dobrar.  Como as mulheres vivem mais do que os homens e as doenças crônicas se intensificam neste período, o congelamento dos investimentos na saúde terá impacto significativo e determinante para a saúde das mulheres.

Para o financiamento da assistência social, está previsto pelo próprio governo e por estudos de entidades sindicais, uma perda em torno de R$868 bilhões. Já para a educação, se a PEC estivesse vigente desde 2002, em 2015 a perda de investimentos em educação teria sido de R$ 60,7 bilhões e em saúde R$37,7 bilhões.

É proibido parir e envelhecer - Seguindo o pensamento da proposição de “congelamento de gastos” - não de investimentos para o bem viver - é necessário avaliarmos a possibilidade de congelar o envelhecimento das pessoas e proibir o nascimento de brasileirinhos e brasileirinhas. 

Contrariando a opinião de importantes pensadores e pensadoras da economia brasileira, que defendem ser necessário e mais eficaz auditar a dívida pública, taxar grandes fortunas, rever isenções, agir contra sonegações, o (des)governo de Temer prefere continuar tratando saúde, educação, assistência, previdência, como concessões e não como dever do Estado.

Até abril de 2016, o Brasil era um país para todos e para todas. Hoje, é um país que prega a ordem e o progresso, às custas da negação da própria cidadania de seu povo. Cabe ressaltar que na ausência do Estado, novas expressões da Questão Social afloram, ao não serem respondidas com os devidos cuidados, não há ordem ou progresso, há resistência e luta.

Durante a sanção da Lei do Feminicídio em 09 de março de 2015, a Presidenta Dilma Rousseff afirmou: 

“Eu faço um apelo: não aceitem a violência dentro ou fora de casa como algo inevitável; não permitam que a força física ou o machismo destruam sua dignidade e até mesmo sua vida. Denuncie. Use os recursos a seu alcance e saiba que você vai ter ao seu lado o Estado Brasileiro.”

Sim, Presidenta. As mulheres entenderam o recado, passaram a denunciar mais, a organizar movimentos, associações e construíram fortes laços de solidariedade. 

São inúmeras as experiências no Brasil que comprovam o quanto foi importante o olhar dos Governos de Lula e Dilma para as questões que por séculos viveram na invisibilidade. 

Com certeza as mulheres não aceitarão retroceder e usarão de todos os recursos ao seu alcance para defender todas as nossas conquistas.

Mulheres do MMTU/SC na luta em defesa da Democracia, da Soberania Nacional e do Estado Democrático de Direito!


Questionamos ao governo golpista de Michel Temer e Congressistas usurpadores dos direitos sociais, que apoiam a #PEC241:

1. Como é que o Estado Brasileiro estará ao lado das mulheres e dará continuidade às politicas e programas construídos na ultima década, que possibilitaram tirar milhões de brasileiras da linha da pobreza, que desenvolveu regiões reféns do coronelismo secular que fechava os olhos para a seca e a fome, distribuiu renda e possibilitou o pleno emprego?

2. Se saúde, assistência, educação, são gastos. Os programas e políticas construídos pelo “governo para todos e para todas” junto a sociedade civil e relacionados abaixo, serão tratados de que forma?

* Plano Nacional de Políticas para as Mulheres
* Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
* Comitês de Enfrentamento à Homo-Lesbo-Transfobia
* Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência
* Política Nacional do direito de crianças e adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária
* Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
* Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos
* Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
* Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra Pessoa Idosa
* Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento
* Plano Brasil Sem Miséria
* Programa Bolsa Família
* Programa Luz Para Todos 
* Programa Nacional de Microcrédito 
* Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego
* Ação Brasil Carinhoso
* Programa Minha Casa, Minha Vida
* Programa Minha Casa Melhor
* Programa Pró-Equidade de Gênero
* Programa Mulher e Ciência
* Comitê Permanente de Gênero e Uso do Tempo
* PEC das domésticas 
* Programa Nacional Mulheres Mil
* Sisu, ProUni, Fies, Pronatec e Ciência sem Fronteiras
* Curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE) 
* Política Nacional de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
* Política Nacional de Planejamento Familiar,
* Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da AIDS e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs. 
* Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal 
* Rede Cegonha
* Brasil Sorridente
* Benefício Variável Vinculado à Gestante – BVG e o Benefício Variável Vinculado às Nutrizes – BVN
* Vacina contra o HPV
* Programa Mulher: Viver Sem Violência
* Casa da Mulher Brasileira e Unidades Móveis
* Pacto Nacional pelo Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres
* Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
* Campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – a Lei é mais forte”
* Caravana Siga Bem Mulher 
* Campanha “Mulheres donas da própria vida"
* Ouvidoria Nacional da Mulher
* Campanha “Mulheres no Poder: eu assumo este compromisso”
* Campanha “Mulher, tome partido. Filie-se”
* Programa Cadastro de Terras e Regularização Fundiária
* Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Mulher
* Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural
* Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais
* Plano de Ações Integradas para Prevenção e Combate à Tortura
* Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas
* Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo
* Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte 
* Lei de Acesso a Informação
* Programa Institucional de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas 
* Programa de Extensão Universitária – PROEXT
* Selo Educação para a Igualdade Racial
* Projeto A Cor da Cultura
* Curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE)
* Curso de Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça
* Plano Setorial de Qualificação – Trabalho Doméstico Cidadão 
* Plano Nacional de Comércio e Serviços para Profissionais Afrodescendentes (Planseq/Afrodescendente)
* Programa Trabalho Doméstico Cidadão
* Agenda Nacional do Trabalho Decente
* Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia
* Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas
* Consultoria “Participação Política das Mulheres Negras”
* Plano de Ação Conjunto entre o Governo Brasileiro e o Governo dos Estados Unidos da América para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e a Promoção da Igualdade
* Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica
* Programa Academia de Saúde
* Programa Mais Médicos e Melhor em Casa
* Programa Cisternas; Fomento às Atividades Produtivas Rurais; 
* Projetos de apoio à estruturação da produção familiar; 
* Projetos de apoio aos povos e comunidades tradicionais
* Programa de Aquisição de Alimentos – PAA;
* Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos. 
* Rede de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional
* Política Nacional de Assistência Social
* Universidades Federais
* Institutos Federais 
* UPAs
* SAMU
* Creches
* Farmácias Populares 
* Programa Remédios Fracionados
* Restaurantes e Cozinhas Populares.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

#RespondeColombo - As Mulheres exigem respostas





#RespondeColombo


Há muito tempo manifesto minha indignação frente ao governo de Santa Catarina que assiste sentado os índices de violência contra a mulher em uma crescente. As mulheres em Santa Catarina são vítimas das mais cruéis formas de violência, também em função da omissão de todos os organismos públicos que deveriam agir na prevenção à violência contra a mulher, e na assistência às mulheres vítimas de violência.

A Lei Maria da Penha este ano completa 10 anos, em 2012 duas secretarias de estado do governo Colombo (Saúde e Segurança) foram convocadas* a prestar informações na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou a implementação da Lei Maria da Penha no Brasil.

A CPMI constatou a inexistência de equipamentos necessários para a implementação da Lei em Santa Catarina e em Relatório Final** fez uma série de recomendações aos estados visitados. De acordo com o relatório, fica evidente o descaso deste governo para com as políticas para as mulheres.

Em 2013, o governo do estado assina a adesão ao programa "Mulher Viver Sem Violência" junto ao governo federal e assume o compromisso de: “Nosso objetivo é fortalecer as ações do governo de forma integrada para tornar mais estruturado e eficiente o nosso trabalho em Santa Catarina. O Estado tem a função principal de proteger e promover as pessoas. A violência não pode ser aceita contra ninguém, mas está comprovado que existe uma violência escondida contra a mulher e o governo está fazendo um forte trabalho para dar a estrutura necessária para que seja feito um combate eficiente”, palavras do governador Colombo durante assinatura do pacto***.

A adesão garantiu a entrega de dois ônibus (ônibus lilás) para atendimentos em áreas rurais e a construção em Florianópolis de uma unidade da Casa da Mulher Brasileira. Os dois ônibus, equipados com salas de atendimento individual, foram entregues ao governo do estado, cada um no valor de R$ 550 mil onde a contrapartida do estado seria em torno de R$ 4.000,00 mês/ônibus. E, a unidade da Casa da Mulher Brasileira, com investimento de R$ 4,5 milhões por parte do governo federal.

Apenas em julho de 2015, o estado encaminha a Assembleia Legislativa Projeto deLei**** que Autoriza a cessão de uso de imóvel no Município de Florianópolis para a construção e instalação da Casa da Mulher Brasileira.

Hoje, 10 de junho de 2016, somos informadas via imprensa que os "ônibus lilás" serão devolvidos ao governo federal, sendo que desde 2013 estavam em uma garagem em função de o governo estadual não ter disponibilizado as condições necessárias para que circulassem nas áreas a que se destinavam.

O que nos leva a crer que, à partir de hoje, o Estado de Santa Catarina estará desfazendo o acordo assinado em 2013 e incorpora em seu governo as mesmas diretrizes impostas a sociedade brasileira pelo governo interino, golpista, misógino e machista de Michel Temer, onde tenta diariamente desfazer todas as conquistas das mulheres nos últimos treze anos.

Sr Colombo, o SENHOR consultou o Conselho dos Direitos da Mulher em SC? Ou presidente do Tribunal de Justiça de SC, o Ministério Público de SC, a Defensoria Pública de SC, o prefeito de Florianópolis? Eles tambem assinaram o ato de adesão.

Quando o nobre governador vai entender que as mulheres são a maioria da população em Santa Catarina? Quando o Senhor vai compreender que em função da omissão do governo do estado, milhares de mulheres são vitimas de violência diariamente? Quando o Senhor vai perceber que as mulheres necessitam de ações do poder público para protegê-las e empoderá-las?

Sr Colombo, as mulheres de Santa Catarina diariamente sofrem ameaças, sofrem lesões graves, são estupradas, assassinadas e poderiam estar protegidas e assistidas se não fosse o seu descaso, sua omissão e total falta de compromisso.


* Release da participação do governo: http://www.spm.gov.br/area-imprensa/ultimas_noticias/2012/07/05-07-cpmi-da-violencia-contra-a-mulher-ouve-explicacoes-de-autoridades-de-santa-catarina)


** Relatório Final CPMI: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getpdf.asp?t=130748&tp=1


*** Release da assinatura do programa: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getpdf.asp?t=130748&tp=1


**** http://www.alesc.sc.gov.br/proclegis/individual.php?id=PL./0265.2/2015


domingo, 3 de abril de 2016

Queridinhos: VaiTer Luta, Vai Ter Boicote






Boicotaremos qualquer marca ou produto que anuncie nesses meios de comunicação, ou melhor, nessas fábricas de desinformação, de incentivo ao ódio, a intolerância, ao machismo, a misoginia e a qualquer forma de violência.
Nós, #MulheresComDilma, exigimos respeito à Presidenta #Dilma
Milhões de Brasileiros e, em especial, Brasileiras, passaram a "bem viver" em função de ações que praticamente dependiam apenas de vontade política.
Foram milhões que saíram da extrema pobreza, que acessaram direitos fundamentais até então negados. Direito a alimentar-se, a ter água, luz, moradia, ir a escola, de vencer o medo do desemprego, de sorrir.
Temos orgulho deste novo Brasil, referência mundial nas políticas publicas e de ações afirmativas, com um olhar para a igualdade, com equidade de direitos.
Empresários da Indústria, Sistema Financeiro, Comércio e Serviços, estão reclamando de uma crise que eles mesmo ajudaram a construir e dizem, hoje, que não vão pagar o pato.
Queridos, vocês irão "pagar o pato" e já estão "pagando mico". A maioria absoluta da população já entendeu o golpe que estão tentando dar na nossa democracia e iremos resistir.
Vocês financiaram a eleição de boa parte dos que ocupam as cadeiras de um Congresso extremamente conservador, machista, oportunista. E que vem demonstrando seu total descaso com o País, quando não votam pautas importantes e se deixam presidir por um parlamentar cujo extrato bancário não condiz com seus ganhos.
Vocês não querem "pagar o pato" e querem que aceitemos retirar nossos direitos? Construíram com os oportunistas uma "ponte para o futuro", que para nós (trabalhadores e trabalhadoras) é um trampolim para o abismo. Quando pautam o negociado acima do legislado, querem rasgar as leis trabalhistas construídas com muita luta, suor e sangue. Quando pautam a terceirização sem controle, querem transformar as relações de trabalho em relações entre pessoas jurídicas.
Já não basta o assédio moral, assédio sexual, as péssimas condições de trabalho, o total descaso com os maquinários, as jornadas longas e horas extras, metas inatingíveis de produtividade, adoecer e matar homens e mulheres todos os dias?
Vocês não suportam o fato de ver uma mulher no comando do país, não suportam o fato de sermos um país sem miseráveis. Não suportam o que os programas abaixo fizeram com a vida dos brasileiros e brasileiras, que não são mais seu exército de reserva.
Não abriremos mão de nossos direitos, não abriremos mão de defender a Mulher e Presidenta Dilma. Somos Mulheres com sede e gana por justiça, nossa história conta o que fomos (e somos) capazes de fazer.
Podem nos chamar de histéricas, loucas, insanas, vadias, mal amadas, mas não esqueçam tambem de dizer que somos bruxas. Não esqueçam que somos nós que vamos ao supermercado, a farmácia, a padaria. E que somos ótimas em administrar crises, ultrapassar desafios e no preparo de sabores e aromas.
Tambem não esqueçam que o Brasil virou um dos líderes mundiais em mulheres empreendedoras, que estamos organizadas em varias frentes, em cooperativas, através da economia solidária, produzimos por meio da agricultura familiar e estamos incluídas em setores até então ocupados por homens.
Se sabemos administrar muito bem o salário que vocês nos pagam, saberemos administrar o boicote de seus produtos substituindo por outros, por vezes bem mais saudáveis. Criatividade não nos falta.
#NãoVaiTerGolpe #VaiTerLuta #VaiTerBoicote
Seguiremos em luta, em defesa da Democracia e em defesa das conquistas que empoderaram milhões de brasileiras:
* Plano Nacional de Políticas para as Mulheres
* Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
* Comitês de Enfrentamento à Homo-Lesbo-Transfobia
* Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência
* Política Nacional do direito de crianças e adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária
* Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
* Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos
* Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
* Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra Pessoa Idosa
* Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento
* Plano Brasil Sem Miséria
* Programa Bolsa Família
* Programa Luz Para Todos
* Programa Nacional de Microcrédito
* Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego
* Ação Brasil Carinhoso
* Programa Minha Casa, Minha Vida
* Programa Minha Casa Melhor
* Programa Pró-Equidade de Gênero
* Programa Mulher e Ciência
* Comitê Permanente de Gênero e Uso do Tempo
* PEC das domésticas
* Programa Nacional Mulheres Mil
* Sisu, ProUni, Fies, Pronatec e Ciência sem Fronteiras
* Curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE)
* Política Nacional de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
* Política Nacional de Planejamento Familiar,
* Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da AIDS e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs.
* Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal
* Rede Cegonha
* Brasil Sorridente
* Benefício Variável Vinculado à Gestante – BVG e o Benefício Variável Vinculado às Nutrizes – BVN
* Vacina contra o HPV
* Programa Mulher: Viver Sem Violência
* Casa da Mulher Brasileira e Unidades Móveis
* Pacto Nacional pelo Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres
* Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
* Campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – a Lei é mais forte”
* Caravana Siga Bem Mulher
* Campanha “Mulheres donas da própria vida"
* Ouvidoria Nacional da Mulher
* Campanha “Mulheres no Poder: eu assumo este compromisso”
* Campanha “Mulher, tome partido. Filie-se”
* Programa Cadastro de Terras e Regularização Fundiária
* Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Mulher
* Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural
* Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais
* Plano de Ações Integradas para Prevenção e Combate à Tortura
* Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas
* Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo
* Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte
* Lei de Acesso a Informação
* Programa Institucional de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas
* Programa de Extensão Universitária – PROEXT
* Selo Educação para a Igualdade Racial
* Projeto A Cor da Cultura
* Curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE)
* Curso de Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça
* Plano Setorial de Qualificação – Trabalho Doméstico Cidadão
* Plano Nacional de Comércio e Serviços para Profissionais Afrodescendentes (Planseq/Afrodescendente)
* Programa Trabalho Doméstico Cidadão
* Agenda Nacional do Trabalho Decente
* Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia
* Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas
* Consultoria “Participação Política das Mulheres Negras”
* Plano de Ação Conjunto entre o Governo Brasileiro e o Governo dos Estados Unidos da América para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e a Promoção da Igualdade
* Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica
* Programa Academia de Saúde
* Programa Mais Médicos e Melhor em Casa
* Programa Cisternas; Fomento às Atividades Produtivas Rurais;
* Projetos de apoio à estruturação da produção familiar;
* Projetos de apoio aos povos e comunidades tradicionais
* Programa de Aquisição de Alimentos – PAA;
* Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos.
* Rede de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional
* Política Nacional de Assistência Social
* Universidades, Institutos Federais, UPAs, SAMU, Creches, Farmácias Populares e Programa Remédios Fracionados, Restaurantes e Cozinhas Populares.

Violência contra a Mulher - SC 2014