Confesso que a esperança realmente venceu o medo e os ultimos anos serviram para trazer a solidariedade aos olhos da nossa juventude.
Uma pesquisa realizada este ano, "Sonho Brasileiro" com 3000 jovens entre 18 e 24 anos, surpreendeu a quem leu, mas não a quem convive diariamente com jovens.
Apenas 5% dos jovens entrevistados sonham ficar ricos a qualquer custo, e a grande maioria deseja um trabalho estável, abrir seu próprio negócio, trabalhar pelo social e pelo coletivo e ser feliz.
Pensamento bem diferente da maioria da nossa geração e das anteriores, que transformaram o mundo no que ele é hoje.
Bem vinda Geração do século XXI, que o mundo se contamine pelos sonhos e desejos da juventude brasileira!!!
“A nossa grande descoberta é que o jovem pensa no trabalho numa forma de expressar quem ele é e qual a relevância que ele pode ter para sociedade”, Gabriel Milanez (sociólogo, coordenador da pesquisa)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Mundo liquido
Hoje deu um aperto no coração, uma vontade incontrolada de sair na chuva, voltar a ser criança, fugir desse mundo insano. Onde amar, desejar o bem comum, ser solidário, está totalmente fora de moda aos olhos de muitas pessoas. Olho ao redor e fico perplexa, o que eu via apenas em ficção, é uma constante no mundo real. Pessoas criam personagens para suas vidas; elaboram contos-de-fadas, dramas, terror; criam cenários perfeitos, envolvem em seus roteiros as pessoas que as querem bem, sem avisá-las previamente que um dia o espetáculo terá um “gran finale”.
Leio por muitas vezes o que as pessoas entendem sobre o mundo real e o mundo virtual, e refletindo sobre o que pensam chego sempre a mesma conclusão, ambos são iguais, não pode haver distinção. Em ambos há apenas uma pessoa, com uma minúscula diferença, no mundo real somos a personagem que as pessoas vêem e convivem diariamente, fisicamente, com CPF e RG. Já no mundo virtual, somos um perfil com infinitas possibilidades de criação, porém permanecemos sendo a mesma pessoa, com os mesmos sentimentos, medos, receios, traumas, desejos.
Há os que se escondem de si mesmos, escondem suas fraquezas, os que desejam mudanças e não as enfrentam, os que querem apenas encontrar uma felicidade “cor de rosa” para uma vida nebulosa. E essa busca é uma constante para quem vive em um mundo onde sentimentos são como líquidos que escorrem por entre nossos dedos sem qualquer possibilidade de serem absorvidos por nosso coração.
Não acredito que esta perversidade seja da natureza humana, seja algo biológico, genético, hereditário, penso que é um conjunto de fatores que moldam o nosso pensar e o que temos como verdade para nossas vidas. Construídos pelo meio onde crescemos e apreendemos valores, conceitos e prioridades, construídos por instituições que nos revelam o que é certo e o que é errado e a quais verdades deveremos ter como reais.
Após esta “modelagem” que ocorre na infância e adolescência, de conceitos, preconceitos, de “verdades”, nos tornamos adultos quando acreditamos que somos responsáveis por nossas escolhas, e ignorando que já fomos modelados e diariamente somos manipulados, acreditamos que somos donos de nossas próprias vidas. Sem perceber, continuamos nos construindo a partir do que ouvimos, vemos, lemos, o que está ao nosso alcance, pois não há tempo para realmente aprofundarmos o conhecimento.
Passamos maior parte de nossos dias buscando a nossa sobrevivência e a dos nossos, tentando garantir moradia, água, luz, alimento, roupa, sapato, o básico para viver. E quando isto já nos é garantido pelo trabalho exercido, queremos mais e mais, a regra é consumir, consumir, consumir. Onde a prioridade deveria ser buscar “ser”, mas, como “ser” se o nosso tempo é destinado a “ter”? Então, conhecemos a palavrinha frustração, por vivermos em um ciclo vicioso, sem o tempo necessário para respondermos uma única pergunta: “Qual o meu papel no grande espetáculo da vida?”.
Penso que viver apenas uma personagem que nasce, cresce, torna-se adulto, envelhece e morre, sem sequer participar como personagem principal em apenas um capítulo, seja algo frustrante e decepcionante para qualquer pessoa que olhe sua história e veja que em nada contribuiu, ou nada fez para tornar este um mundo melhor para os que aqui vivem e que ainda chegarão. Olhar o passado, o presente e pensar que deixa apenas o cenário pronto para os próximos que vierem é o mesmo que organizar uma festa, preparar comidas e bebidas, decorar maravilhosamente e jamais dançar a primeira musica.
Eu quero um dia olhar pro passado, entender o meu presente e ter a certeza de que fui a mesma em qualquer momento, e o melhor, que escrevi a minha história, por minha vontade, dentro do que acreditei ser a minha verdade. Não a verdade absoluta, mas a que procurei construir a partir do que compreendo de certo e errado. E tenham a certeza, não sou e nunca serei perfeita, mas o mundo pelo qual luto e sonho é um mundo perfeito sem qualquer diferença para homens e mulheres, independente de suas escolhas. Não espero nada de ninguém, não crio falsas expectativas, respeito as diferenças e compreendo as limitações, por isso jamais me verão julgar qualquer pessoa por suas ações.
Se a regra geral para os autores do mundo de faz de conta inclui matar as personagens para que renasçam de suas próprias vidas, entendo que seus criadores tentarão mudar ao menos suas estratégias, pois poderá chegar o momento em que criador e criatura não mais conseguirão sobreviver em seus miseráveis papéis.
Leio por muitas vezes o que as pessoas entendem sobre o mundo real e o mundo virtual, e refletindo sobre o que pensam chego sempre a mesma conclusão, ambos são iguais, não pode haver distinção. Em ambos há apenas uma pessoa, com uma minúscula diferença, no mundo real somos a personagem que as pessoas vêem e convivem diariamente, fisicamente, com CPF e RG. Já no mundo virtual, somos um perfil com infinitas possibilidades de criação, porém permanecemos sendo a mesma pessoa, com os mesmos sentimentos, medos, receios, traumas, desejos.
Há os que se escondem de si mesmos, escondem suas fraquezas, os que desejam mudanças e não as enfrentam, os que querem apenas encontrar uma felicidade “cor de rosa” para uma vida nebulosa. E essa busca é uma constante para quem vive em um mundo onde sentimentos são como líquidos que escorrem por entre nossos dedos sem qualquer possibilidade de serem absorvidos por nosso coração.
Não acredito que esta perversidade seja da natureza humana, seja algo biológico, genético, hereditário, penso que é um conjunto de fatores que moldam o nosso pensar e o que temos como verdade para nossas vidas. Construídos pelo meio onde crescemos e apreendemos valores, conceitos e prioridades, construídos por instituições que nos revelam o que é certo e o que é errado e a quais verdades deveremos ter como reais.
Após esta “modelagem” que ocorre na infância e adolescência, de conceitos, preconceitos, de “verdades”, nos tornamos adultos quando acreditamos que somos responsáveis por nossas escolhas, e ignorando que já fomos modelados e diariamente somos manipulados, acreditamos que somos donos de nossas próprias vidas. Sem perceber, continuamos nos construindo a partir do que ouvimos, vemos, lemos, o que está ao nosso alcance, pois não há tempo para realmente aprofundarmos o conhecimento.
Passamos maior parte de nossos dias buscando a nossa sobrevivência e a dos nossos, tentando garantir moradia, água, luz, alimento, roupa, sapato, o básico para viver. E quando isto já nos é garantido pelo trabalho exercido, queremos mais e mais, a regra é consumir, consumir, consumir. Onde a prioridade deveria ser buscar “ser”, mas, como “ser” se o nosso tempo é destinado a “ter”? Então, conhecemos a palavrinha frustração, por vivermos em um ciclo vicioso, sem o tempo necessário para respondermos uma única pergunta: “Qual o meu papel no grande espetáculo da vida?”.
Penso que viver apenas uma personagem que nasce, cresce, torna-se adulto, envelhece e morre, sem sequer participar como personagem principal em apenas um capítulo, seja algo frustrante e decepcionante para qualquer pessoa que olhe sua história e veja que em nada contribuiu, ou nada fez para tornar este um mundo melhor para os que aqui vivem e que ainda chegarão. Olhar o passado, o presente e pensar que deixa apenas o cenário pronto para os próximos que vierem é o mesmo que organizar uma festa, preparar comidas e bebidas, decorar maravilhosamente e jamais dançar a primeira musica.
Eu quero um dia olhar pro passado, entender o meu presente e ter a certeza de que fui a mesma em qualquer momento, e o melhor, que escrevi a minha história, por minha vontade, dentro do que acreditei ser a minha verdade. Não a verdade absoluta, mas a que procurei construir a partir do que compreendo de certo e errado. E tenham a certeza, não sou e nunca serei perfeita, mas o mundo pelo qual luto e sonho é um mundo perfeito sem qualquer diferença para homens e mulheres, independente de suas escolhas. Não espero nada de ninguém, não crio falsas expectativas, respeito as diferenças e compreendo as limitações, por isso jamais me verão julgar qualquer pessoa por suas ações.
Se a regra geral para os autores do mundo de faz de conta inclui matar as personagens para que renasçam de suas próprias vidas, entendo que seus criadores tentarão mudar ao menos suas estratégias, pois poderá chegar o momento em que criador e criatura não mais conseguirão sobreviver em seus miseráveis papéis.
domingo, 17 de abril de 2011
Agradecimento especial a Chapa 02 - Reconstruir um Sindicato de Lutas - SEEB Fpolis e Região.
Há muito tempo não vivia tamanha emoção.
Sorte Boa aos próximos 3 anos, continuem com essa alegria, com esse olhar solidário e com a fome de transformação.
Desejem mudanças, muitas mudanças.
Um dos mais belos presentes que recebi nos últimos anos e que reafirma o que penso.
Quando trabalhadores e trabalhadoras se reconhecem como parte de um todo, ninguem e nada os tiram da luta!
Beijo no coração de tod@s e principalmente, no coração de cada "Bancário e Bancária Pela Vida", estou muito feliz por ter participado deste processo!
Sorte Boa aos próximos 3 anos, continuem com essa alegria, com esse olhar solidário e com a fome de transformação.
Desejem mudanças, muitas mudanças.
Um dos mais belos presentes que recebi nos últimos anos e que reafirma o que penso.
Quando trabalhadores e trabalhadoras se reconhecem como parte de um todo, ninguem e nada os tiram da luta!
Beijo no coração de tod@s e principalmente, no coração de cada "Bancário e Bancária Pela Vida", estou muito feliz por ter participado deste processo!
Milhares de mulheres vão às ruas no Iêmen pedir a saída de Saleh
Por Mohammed Ghobari
SANAA (Reuters) - Milhares de mulheres iemenitas protestaram em Sanaa e em outras cidades, no sábado, enfurecidas com as observações do presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, de que o Islã desaprova que mulheres participem ao lado dos homens nas manifestações que visam derrubá-lo do poder.
As mulheres, muitas em trajes islâmicos pretos com véu, disseram que seu papel nos protestos é religiosamente correto e pediram que o presidente renuncie, atendendo ao desejo popular expresso em quase três meses de manifestações.
"Parece que o presidente Saleh fracassou em todos os seus esforços para empregar tribos e forças de segurança para atacar aqueles que pedem a sua saída e, por isso, recorreu ao uso da religião, sobretudo depois que viu que milhares de mulheres estavam participando dos protestos," disse Samia al-Aghbari, líder no movimento de protesto.
Saleh, que advertiu que há riscos de uma guerra civil e de separação do Iêmen caso ele seja forçado a deixar o poder sem uma transição ordenada, pediu à oposição, na sexta-feira, que reconsiderasse o convite para participar de negociações para resolver a crise.
Mas ele também adotou um tom desafiador, chamando a oposição de mentirosa e bandida, e apelando para a sensibilidade religiosa no país muçulmano conservador, criticando a convivência de homens e mulheres que não são parentes entre os manifestantes em Sanaa.
Cerca de 5.000 mulheres protestaram contra ele em Sanaa, no sábado, com números similares na cidade industrial de Taiz, no sul da capital. Os protestos anti-Saleh tiveram o apoio da principal coalizão de oposição, que inclui a esquerda, mas cujo principal membro é o partido islâmico Islah.
"Ó juventude, a honra das mulheres vem sendo difamada," as mulheres gritavam, referindo-se às observações de Saleh.
Algumas mulheres trouxeram suas filhas para os protestos. Uma delas exibia a cara pintada com a imagem da bandeira do Iêmen cercada por um coração na bochecha e a palavra "saia" escrita na testa.
"Se Saleh lesse o Alcorão, não teria feito essa acusação," disse uma manifestante, que se identificou apenas como Majda. "Pedimos que ele seja julgado de acordo com a lei islâmica."
A Arábia Saudita e outros aliados ocidentais do Iêmen temem que um impasse prolongado possa inflamar os confrontos entre unidades militares rivais e causar o caos, o que beneficiaria a facção da Al Qaeda que opera na região montanhosa pobre da Península Árabe.
SANAA (Reuters) - Milhares de mulheres iemenitas protestaram em Sanaa e em outras cidades, no sábado, enfurecidas com as observações do presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, de que o Islã desaprova que mulheres participem ao lado dos homens nas manifestações que visam derrubá-lo do poder.
As mulheres, muitas em trajes islâmicos pretos com véu, disseram que seu papel nos protestos é religiosamente correto e pediram que o presidente renuncie, atendendo ao desejo popular expresso em quase três meses de manifestações.
"Parece que o presidente Saleh fracassou em todos os seus esforços para empregar tribos e forças de segurança para atacar aqueles que pedem a sua saída e, por isso, recorreu ao uso da religião, sobretudo depois que viu que milhares de mulheres estavam participando dos protestos," disse Samia al-Aghbari, líder no movimento de protesto.
Saleh, que advertiu que há riscos de uma guerra civil e de separação do Iêmen caso ele seja forçado a deixar o poder sem uma transição ordenada, pediu à oposição, na sexta-feira, que reconsiderasse o convite para participar de negociações para resolver a crise.
Mas ele também adotou um tom desafiador, chamando a oposição de mentirosa e bandida, e apelando para a sensibilidade religiosa no país muçulmano conservador, criticando a convivência de homens e mulheres que não são parentes entre os manifestantes em Sanaa.
Cerca de 5.000 mulheres protestaram contra ele em Sanaa, no sábado, com números similares na cidade industrial de Taiz, no sul da capital. Os protestos anti-Saleh tiveram o apoio da principal coalizão de oposição, que inclui a esquerda, mas cujo principal membro é o partido islâmico Islah.
"Ó juventude, a honra das mulheres vem sendo difamada," as mulheres gritavam, referindo-se às observações de Saleh.
Algumas mulheres trouxeram suas filhas para os protestos. Uma delas exibia a cara pintada com a imagem da bandeira do Iêmen cercada por um coração na bochecha e a palavra "saia" escrita na testa.
"Se Saleh lesse o Alcorão, não teria feito essa acusação," disse uma manifestante, que se identificou apenas como Majda. "Pedimos que ele seja julgado de acordo com a lei islâmica."
A Arábia Saudita e outros aliados ocidentais do Iêmen temem que um impasse prolongado possa inflamar os confrontos entre unidades militares rivais e causar o caos, o que beneficiaria a facção da Al Qaeda que opera na região montanhosa pobre da Península Árabe.
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