domingo, 8 de janeiro de 2012

Paraiso Perdido

Ho Ho Ho... Ops...
Já passou... Papai Noel ja ta de férias em Jurere... rsssss
Afff... todo mundo tá de ferias em Jurerê, até parece que a Ilha se resume aquele risquinho de areia com um dos m2 mais caros do País... onde uma garrafinha dágua é mais cara que 1kg de bife... onde menininhas e menininhos não tem qualquer noção do que é certo e errado e papais e mamães financiam drogas e alcool... onde jogador de futebol com meio metro de cultura e milhões na conta corrente vira principe encantado e sua torre o camarote VIP...
Socorrooooooooooooooo... eu quero ver na midia a minha Lagoinha do leste... o Ribeirão da Ilha... a Freguesia... Moçambique... Ponta das Aranhas... Sambaqui...
Quero andar pelas ruas do meu bairro sem medo, sentar na calçada tomando sorvete, receber a visita dos seresteiros, ou abrir a janela e me deparar com um tucano multicolorido... Costa de Cima ... quanta saudade do tempo que dormia de janela aberta e chaves na porta era apenas quando viajava...
Essa era a minha Ilha da Magia... que hoje virou a Ibiza dos pobres de espirito....
Boa Noite Mundinho Azul... onde tudo é permitido... até eu chegar aqui a essa hora praguejando contra os invasores do paraiso...

sábado, 7 de janeiro de 2012

Primeiro aluno de Medicina a entrar por cotas na Ufba recebe diploma

Em uma casa azul na Ladeira Manoel Faustino – mesmo nome de um dos líderes negros da Revolta dos Alfaiates, que em 2011 se tornou Herói da Pátria – Ícaro Luis Vidal, 24 anos, se apronta para o grande dia de sua vida. À noite, o primeiro estudante a ingressar pelo sistema de cotas no curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) se forma.
As trancinhas que a cabeleireira faz em seu black power têm dois motivos: um é poder vestir o capelo de formatura (chapéu usado na solenidade). O outro é a pressão de sua mãe, Raimunda Vidal dos Santos, 47, que acha que assim o filho fica mais bonito para a festa, realizada ontem à noite, no Centro de Convenções.
Ícaro começou o curso em 2005, quando a Ufba implantou o sistema de cotas. Hoje, a instituição reserva 2% das vagas para índio-descendentes e 43% para alunos que tenham todo o ensino médio em escolas públicas. Desses, 85% são para estudantes que se declararam pardos ou pretos.
Ao fim do 3º ano no Colégio da Polícia Militar, conciliado com o cursinho, Ícaro já tinha passado no meio do ano em Direito na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). “Assim, eu fiz a prova mais tranquilo”. Amiga de infância, Inês Costal, 24, lembra dele como aluno aplicado. “Sempre foi brilhante, era o CDF”, relata.

Orgulho
Ícaro atribui o desempenho à sua criação. “Ele nunca me deu trabalho, mas sempre cobrei. A média do colégio era 8, mas eu exigia 9”, lembra a mãe. O rigor deu resultado. “Tenho orgulho dos meus filhos”, afirma ela, incluindo a filha Ísis Carine dos Santos, 25, que mês que vem se forma em Engenharia Química, também na Ufba.
Ontem, na formatura, dona Raimunda via o sonho realizado e vibrava num longo rosa. “Dever cumprido. Agora vou cuidar de mim”, diz ela, que este ano vai tentar cursar Pedagogia. “Espero conseguir uma vaga pelo Enem”, torce.
Ícaro divide com ela e com Ísis uma casa na Liberdade. O pai, que mora em Feira de Santana, também veio para a formatura. Uma outra irmã mora em Conceição de Feira.

Desafios

O sonho de Medicina surgiu cedo. Ao ver crescer a barriga de três tias que engravidaram na mesma época, a cabeça do menino de 6 anos se encheu de perguntas. “Queria saber como tinha entrado, como saía”, lembra. Com o tempo, esqueceu a obstetrícia: agora quer ser oncologista. “Conviver com esses pacientes, tão carentes de atenção, me despertou para a área. O câncer é uma doença que isola”, reflete.
Se os pacientes sofrem, Ícaro também passou perrengues. Nos dois primeiros anos, além de cursar a faculdade, trabalhava e fazia curso técnico em Química, no Instituto Federal da Bahia (Ifba, então Cefet), que lhe possibilitou ser perito técnico da Polícia Civil.
O rapaz só chegava em casa às 23h e ainda tinha que estudar até as 2h. Várias vezes acabou dormindo em cima dos livros. “Mas nunca repeti nenhuma matéria”, orgulha-se.
O grande impacto na Ufba foi o grau de dificuldade. “A cota facilita a entrada, mas sair depende de você”, analisa.
Hoje, Dr. Ícaro está encaminhado: passou em um concurso para médico do Programa Saúde da Família (PSF). E quer mais. “Quando vi a equipe do (Hospital) Sírio-Libanês que cuidou de Lula falando com os repórteres, pensei: um dia eu é que vou estar aí”.

Projeto propõe cotas obrigatórias

Mesmo com tantas universidades no país adotando cotas, não há uma lei federal que determine regras ou obrigue as instituições a aderirem ao sistema. As universidades têm autonomia para decidir quantas vagas destinarão às cotas e se o critério será socioeconômico ou étnico. Um Projeto de Lei (71/99) sobre o tema já foi aprovado na Câmara e desde 2008 aguarda para ser votado no Senado. Segundo a proposta, apresentada em 1999 pela então deputada federal Nice Lobão (PFL-MA), as universidades públicas federais reservariam vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo e sejam negros, pardos ou indígenas.
No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski relata duas ações contra cotas para negros. A primeira foi ajuizada pelo DEM contra a Universidade Federal de Brasília (UnB), onde uma comissão decide por foto ou entrevista quem pode ser classificado como negro, pardo ou branco. A outra foi proposta em maio por um estudante que não foi aprovado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Há ainda no STF mais três ações sobre o sistema de cotas adotado pelo ProUni. Os processos estão na pauta de votação desse ano.

http://revistaafricas.com.br/archives/47377

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Igualdade? Onde? Quando? Como?

“4º Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça” apresenta enormes disparidades entre homens, mulheres, negros e brancos"

Por Gabriela Moncau
Caros Amigos


A 4ª edição do “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça”, estudo elaborado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ONU Mulheres, Secretaria de Política para as Mulheres (SPM) e Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (SEPPIR), foi lançada no Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de novembro. O estudo é baseado na comparação de dados entre 1994 e 2009 analisando temas como chefia de família, saúde, mercado de trabalho, trabalho doméstico e distribuição de renda segundo sexo e cor/raça no Brasil.

Uma das informações mais alarmantes diz respeito ao trabalho doméstico remunerado. Serviço destinado praticamente só a mulheres (17,1% das mulheres no Brasil em 2009 trabalhavam como empregadas domésticas, em contraposição a 1% dos homens), cujas diferenças constitucionais a respeito dos direitos das trabalhadoras em relação aos demais serviços não só desestimula a formalização e impede a fiscalização, como dificulta a organização de uma das categorias que enfrenta maior precariedade. O indicador de que a proporção de trabalhadoras domésticas no Brasil sem renda própria é de 0,5% sugere que atualmente existem mais de 30 mil mulheres trabalhando em condições análogas a de trabalho escravo. Entre as que possuem renda própria, a média da faixa salarial das trabalhadoras domésticas com carteira assinada era de R$ 568,50, enquanto as sem registro, de R$ 321,10.

Afazeres domésticos


Se houve pouca diferença entre as populações branca e negra no que se refere à dedicação ao trabalho doméstico de sua própria casa, a disparidade entre sexos é bastante significativa: 49,1% dos homens com mais de 10 anos declararam cuidar destes afazeres, em face de 88,2% das mulheres. Já a partir dos 5 anos de idade 24,3% das meninas recebem atribuições de cuidar da casa, em contraposição a 14,6% dos meninos. Entre 10 e 15 anos, as garotas dedicam a essa atividade cerca de 25,1 horas semanais, enquanto os meninos, 10,2.

Quanto maior o número de filhos nos domicílios, menos os homens se responsabilizam pelos afazeres domésticos. Em famílias sem filhos, 54,6% dos homens e 94% das mulheres se dedicam a cuidar da casa. Já nos casos de cinco filhos ou mais, são somente 38,8% dos homens para 95,7% das mulheres.

Outro dado comprova a tese do movimento feminista de que ainda que houvesse uma maior democratização dos meios para realizar os afazeres domésticos – como restaurantes públicos, lavanderias, etc. –, ainda assim a opressão que relega as mulheres as responsabilidades do âmbito privado não seria resolvida, pois o trabalho doméstico tem a particularidade de ser “infinito”: sempre há algo para arrumar, fazer, além das tarefas relacionadas a demonstrações de amor. Mesmo com a posse de bens duráveis, os eletrodomésticos da chamada linha branca (fogão, geladeira e máquinas de lavar), a desigualdade na divisão das tarefas domésticas permanece estruturante de acordo com os dados da pesquisa. A maior diferença que apareceu foi no caso da máquina de lavar roupa: as mulheres que têm dedicam aos afazeres domésticos 25,4 horas por semana, em contraposição a 28,2 horas para as que não têm. Já no caso dos homens a variante é de 10,1 horas para 11,6 horas. Apesar de a jornada semanal do trabalho principal ser maior para homens que para as mulheres – 42,9 e 35,6 horas,respectivamente –, em 2009, entre a população ocupada, os homens trabalhavam, incluindo a vida doméstica, 47,7 horas na semana, enquanto as mulheres trabalhavam 55,3 horas.

Educação

O limitado acesso à educação, principalmente da população negra, de nordestinos e da população rural também se mostrou acentuado no estudo. Em 2009, 9,7% da população com 15 anos ou mais não sabia ler nem escrever. Entre negros e negras a média de estudos é de 6,7 anos, contra 8,4 da população branca. Na região nordeste, 20,5% de negros e 14,2% dos brancos encontram-se em situação de analfabetismo. Na área rural nordestina, 32,6% das pessoas não tiveram acesso à educação formal.

Distribuição de renda

O racismo é evidente ao se observar a disparidade na distribuição de renda no Brasil. Os negros apresentam, em média, 55% da renda percebida pelos brancos em 2009. Se, em 1995 os homens negros tinham renda superior ao das mulheres brancas, ao longo desses 14 anos eles passam a receber ligeiramente menos. Em 2009, a renda das mulheres brancas correspondia a 55% a dos homens brancos, para os homens negros o percentual foi de 53%. Já as mulheres negras continuam isoladas na base da hierarquia social: sua renda equivalia, em 2009, a 30,5% dos homens brancos. Entre os 10% da população mais pobre do Brasil, os negros correspondem a 72%.

Violência física

Apesar de pequena parcela das pessoas ter relatado ter sido vítima de agressão física (apenas 1,6% do total), o detalhamento do tipo de violência traz importantes evidências para análises sob a perspectiva das desigualdades de gênero. O local da agressão física, por exemplo: no caso dos homens, 80% sofreram a violência em local público, enquanto apenas 12,2% em suas casas. No caso das mulheres, 43,1% das vítimas de agressão estavam em suas residências, ao passo que 49% estavam em lugares públicos.

No caso dos homens, 46,4% dos autores da violência eram pessoas desconhecidas, somente 2% eram cônjuges ou ex-cônjuges e 5,7%, parentes. Já para 26% das mulheres, a violência foi perpetrada por seus próprios companheiros ou ex-companheiros, e para 11,3% por algum parente.

http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2275-estudo-mostra-que-mais-de-30-mil-mulheres-trabalham-sem-remuneracao

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

25 de novembro - O Dia de "Las Mariposas"

Certa vez me perguntaram o motivo de gostar tanto das borboletas, expliquei o que significa pra mim o processo de metamorfose que nós mulheres passamos, quando há a possibilidade de nos permitirmos criar asas.

Passar por este processo é dolorido, requer transformações profundas, do que pensamos, apreendemos durante a vida, na escola, na igreja, na sociedade que vivemos e principalmente, com a nossa família.

Fomos educadas para "cuidar", não de nós, mas das outras pessoas. Educadas para cuidar da casa, dos filhos, do companheiro. Ter uma familia padrão. E se nossos filhos ou filhas não forem bem criados, ou nosso "marido" não prosperar, ou nossa casa não estiver perfeitamente funcionando, estará declarada nossa incompetencia enquanto mulher.

Essa vida de "culpas" nos deixa rastejando feito larvas, como se não fizessemos parte do mundo dos capazes, pensantes, agentes de transformação.

Mas imaginem a sociedade sem os nossos cuidados e o trabalho diário das donas de casa.

Quando conseguimos perceber que não somos culpadas pelas dores do mundo, que Eva não foi culpada por comer a maçã, que nascemos com as mesmas condições de igualdade e com a capacidade de transformar, produzir mais que apenas o trabalho doméstico.

Quando compreendemos que o mundo tambem nos pertence, que há direitos conquistados.

Que a nossa capacidade de pensar, formular e transformar é igual a de qualquer outro.

Quando há este despertar, de nos conhecermos enquanto mulheres e que podemos ir além de amar e cuidar, é sinal que estamos em nossos "casulos", quietinhas, modificando nosso pensar, avaliando possibilidades, propondo mudanças para nós mesmas.

Ao ficarmos "prontas", fortalecidas, completas, certas do que podemos e devemos fazer, está na hora de rompermos com os medos e os receios.

Vamos rompendo as barreiras que nos foram colocadas, quebramos a casca do casulo e percebemos que nos tornamos lindas Borboletas e que podemos voar em busca de nossos sonhos e desejos, sem culpas.

Que muito mais que apenas gerar, temos o poder de transformar.

Podemos transformar o mundo, a exemplo de tantas mulheres que romperam seus casulos e lutaram a vida inteira por um mundo melhor, justo, igual.

E no dia de hoje, lembrar das irmãs Mirabal(Las Mariposas), é reafirmar o quanto é importante rompermos com o que nos colocam como verdade absoluta.

Em 25 de novembro de 1960, depois de serem presas e torturadas varias vezes por fazerem oposição ao governo ditador de Trujillo, as irmãs Mirabal foram barbaramente assassinadas.

A morte de Patria Mercedes Mirabal, Minerva Argentina Mirabal e Antonia Maria Teresa Mirabal, deixou a população da Republicana Dominicana extremamente comovida, e os ideais de "Las Mariposas" modificou o pensar de todo o país.

Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que 25 de novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, em homenagem as "Las Mariposas".

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Quero apenas reafirmar, somos capazes de romper e criar asas!!!

Violência contra a Mulher - SC 2014