terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sobre ABORTO




Entendam que
"O movimento de mulheres no Brasil luta para que o aborto deixe de ser crime e possa ser feito nos hospitais públicos, com toda segurança e respeito e que todas possam ter acesso aos meios de evitar a gravidez, orientação sexual nas escolas (meninos desde cedo devem aprender que evitar a gravidez é também responsabilidade dos homens) e que os adolescentes aprendam a viver sua sexualidade sem imposições. Faz tempo que exigimos que as mulheres tenham atendimento integral à sua saúde. Mas a realidade é que em nosso país a maioria das mulheres não conhece todos os métodos anticoncepcionais ou não tem dinheiro para comprar ou ainda não tem como negociar com o companheiro o uso de preservativos... O aborto é um direito das mulheres de decidirem sobre seu corpo e sua vida. Nenhuma mulher é obrigada a fazer aborto e cada uma segue seus valores e religião. Mas aquelas que tiverem uma gravidez indesejada devem ser respeitadas na sua decisão de fazer o aborto sem correr risco de morte ou ir para a cadeia."
(Marcha Mundial das Mulheres).

Para Reflexão...


Você é contra ou a favor do aborto? sim ou não

Você conhece alguma mulher que já fez aborto? sim ou não

Essa mulher merece ser presa? ...

Continuando... vou mudar um pouco as perguntas:

Você é contra ou a favor do aborto? sim ou não

Você conhece algum homem que obrigou ou indicou a alternativa do aborto para a mulher com quem teve relação sexual e engravidou? sim ou não

Esse homem merece ser preso?


Continuando...

Você é contra ou a favor do aborto? sim ou não

Você conhece algum pai ou mãe que pagou para a sua filha fazer um aborto? sim ou não

Esse pai ou essa mãe merecem ser presos?

10 motivos para ser a favor da vida através da descriminalização do aborto


Por Católicas pelo Direito de Decidir




1 – A questão sobre o aborto não diz respeito à “vida”, mas à “vida humana”, ou seja, ao indivíduo. Não é uma questão de saber como começa a vida, é uma questão de saber em que etapa do desenvolvimento o nosso Estado laico deve aceitar um embrião como um cidadão digno de direitos.

2 – Para estabelecer se um embrião é um cidadão, o Estado deve ser informado pela ciência sobre quando surgem no desenvolvimento os atributos mais caracteristicamente humanos.

3 – Os atributos mais caracteristicamente humanos não são ter um rim funcionando, nem um coração batendo, mas ter um cérebro em atividade. Isto é razoavelmente estabelecido porque é a morte cerebral que é considerada o critério para dizer quando uma pessoa morreu, e não a morte de outros órgãos. Por isso mesmo transplante de coração não é acompanhado de “transplante” de registro de identidade.

4 – Se a morte do cérebro é o critério médico que o Estado aceita para considerar o indivíduo humano como morto, o início do cérebro deve ser logicamente e necessariamente o critério para considerar o início do indivíduo, e não a fecundação.

5 – Considerar a fecundação como o início do indivíduo humano é perigoso, porque é definir um indivíduo apenas por seus genes. Isso é determinismo genético.

6 – O cérebro não tem sua arquitetura básica formada no mínimo até o terceiro mês da gestação. Isso significa que o embrião não percebe o mundo, não tem consciência, é um punhado de células como qualquer pedaço de pele. Por isso não é moralmente condenável que as mães tenham direito de escolher não continuar a gestação antes deste período.

7 – Usar o argumento de que o embrião ou o zigoto tem o potencial de dar origem a um ser humano para protegê-lo não vale, porque seria o mesmo que tentar proteger os óvulos que se perdem logo antes das menstruações em todas as mulheres, ou os espermatozoides que são jogados fora na masturbação masculina. Além disso, hoje a ciência sabe que toda célula humana, até as células da pele, tem o potencial de dar origem a um ser humano inteiro, bastando para isso alguns procedimentos de clonagem. No entanto nós destruímos essas células diariamente: arrancando a cutícula, roendo as unhas, passando a mão no rosto, arrancando fios de cabelo, etc. Potencial não concretizado não é argumento para defender coisa alguma.

8 – Se você acha que o embrião precoce ou o zigoto tem consciência, é responsabilidade sua provar isso, não é o que os cientistas dizem. E num Estado laico, vale o que pode ser estabelecido independentemente da crença religiosa. Se sua crença religiosa diz que uma única célula é consciente, você não tem o direito de impor sua crença a ninguém ao menos que possa prová-la e torná-la científica. Todos os que tentaram fazer isso falharam até hoje: uma célula formada após a fecundação não é essencialmente diferente de qualquer outra célula do corpo.

9 – A vida, em sentido mais amplo, que inclui os outros animais, as plantas e os microorganismos, é um processo ininterrupto que começou neste planeta há aproximadamente 4 bilhões de anos atrás. Por isso é importante reiterar: não é o “começo da vida” que está sendo debatido, mas sim o começo do indivíduo humano como um ser consciente, dotado de uma mente e digno de proteção do Estado.

10 – Concluindo, é a mãe, um ser humano adulto, uma cidadã com direitos, quem merece prioridade de proteção, e não um embrião de poucas semanas. Se ela não se sente preparada para cuidar de uma criança, ela deve ter o direito de interromper sua gestação, caso esta gestação esteja no começo e o embrião não tenha cérebro desenvolvido. Existem estudos científicos que mostram que crianças indesejadas têm maior chance de desenvolverem transtornos psiquiátricos e serem cidadãos problemáticos e infelizes. E também existem estudos que mostram que a descriminalização do aborto esteve associada à redução nos índices de criminalidade nos Estados Unidos. Deixar as mulheres terem poder de decisão sobre seus próprios corpos é reconhecer um direito natural delas e assegurar que só tenham filhos quando sentirem que podem trazê-los a este mundo com amor e saúde, para que o próprio mundo em que crescerão seja também mais saudável.

E é por isso que defender que o aborto seja uma escolha, e não um crime, é também defender a vida humana.

domingo, 22 de janeiro de 2012

"Momento Confissão da Schi", ou será "Momento Confusão da Schi"...




Certo dia uma pessoa falou que essa minha mania de acreditar na bondade das pessoas e de sorrir para o mundo como se só houvessem coisas boas, chegava a ser irritante. Acreditar nas pessoas, em sentimentos mágicos como o amor, a solidariedade, o querer bem.
Como eu nunca me importei para com o que os outros pensam a meu respeito, não dei bola, e ainda respondi com um baita sorriso. Mesmo porque não estou nesta vida para agradar ninguem, ser uma "inha" qualquer, ou ficar moldando minha vida conforme os ditos "normais". Mas essa semana, duas pessoas que eu amo muito e que estão ao meu lado desde que nasceram, chamaram minha atenção para algumas coisas e, acreditem, estou há dias pensando sobre. Ao ponto de sentir a necessidade de vir aqui e compartilhar com quem se importa comigo e com quem eu me importo, torcendo para que nunca passem por isso, ou melhor, que passem mas com a compreensão que estes momentos de reflexão profunda nos fazem "gentem grande", é assim que estou me sentindo.
O engraçado, se é que podemos achar graça, é que essas duas pessoas tiveram opiniões diferenciadas sobre a mesma questão.
Resumindo: Em meio a brincadeiras, uma pessoa disse que sou "trouxa" por me importar tanto com aqueles que amo, ao ponto de não cuidar de mim mesma como eu deveria. Ri na hora, pq o "trouxa" chegou em um momento engraçado, mas ficou bem registrado, infelizmente. E em menos de 24 horas, a outra pessoa disse que pensou muito antes de me falar, mas que eu precisava saber que eu não me importo com ela como eu deveria e que eu não a quero ver feliz.
Como qualquer ser humano, cheia de contradições, nada perfeita, ainda estou a avaliar o que está ecoando aqui dentro do meu coração e ficam duvidas do tipo: será que amo tanto, que este meu amor não consegue enxergar o óbvio aos olhos de alguns, ou será que por amar tanto, proteger tanto, acabei não permitindo que o outro percebesse que tudo o que fiz até hoje foi simplesmente e puramente por amor.
Será que amo tanto ao ponto de não ter deixado essa pessoa viver sua vida, dar suas trombadas no muro sozinha e com isso crescer... será que esse amor que protege, acolhe, aninha, prejudica... será que isso é amor mesmo...
Fica ai essa "confusão mental" que estou passando, só tenho uma certeza, se errei, não "errei" por abandono, por omissão, por querer errar...

Violência contra a Mulher - SC 2014