segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Solicitação URGENTE


Companheiros e Companheiras,

Em 08 de fevereiro de 2012, foi instalada no Congresso Nacional, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar a violência contra a mulher no Brasil e a implementação da Lei Maria da Penha nos Estados.

Em 15 de fevereiro, as Deputadas Federais Carmen Zanotto e Luci Choinacki, protocolaram o Requerimento 02/2012
(link http://www.senado.gov.br/sf/comissoes/documentos/SSCEPI/ReqVCM_a_Apreciar.pdf), solicitando a presença da CPMI em Santa Catarina. Dentro da justificativa a solicitação, encontra-se tambem a questão da ausencia de defensoria pública no estado.

Sabemos do comprometimento de todos e todas para que nosso estado tenha a Lei devidamente implementada, o que requer a construção dos equipamentos sociais necessários para proteção das mulheres em situação de violencia.
Amanhã, dia 28 de fevereiro, acontecerá a reunião da CPMI, que deverá apreciar o Requerimento acima citado.

Vimos através deste, solicitar que os companheiros e companheiras, encaminhem um email ainda hoje para antonio.lossio@senado.gov.br

Com o seguinte texto:

O (movimento/associação/sindicato/central), reafirma a necessidade URGENTE da presença da CPMI da Violência contra a Mulher no Estado de Santa Catarina, apoia a solicitação das Deputadas Federais Luci Choinacki e Carmen Zanotto através do Requerimento 02/2012 , a ser apreciado em reunião desta Comissão no dia 28 de fevereiro.
Certos de estarmos contribuindo para esta construção
Subscrevemos,

As Mulheres de Santa Catarina agradecem a contribuição de todos e todas
Saudações,
Schirlei Azevedo - MMTU/SC

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Março, Mês de Luta!


O mês de março está chegando e com ele as “comemorações” do dia internacional da mulher, mas o que realmente podemos comemorar? Alguns avanços aconteceram na ultima década com relação às políticas e programas sociais propostas pelo governo federal, mas que muitas vezes não chegam a todos os municípios por total falta de vontade política e comprometimento com as políticas para as mulheres por parte dos gestores locais, como exemplo, o pacto pelo fim da violência contra a mulher.

Avançamos também com o crescimento do nível de escolaridade das mulheres, possuímos maior esperança de vida e somos a maioria da População Economicamente Ativa (PEA) com mais de 11 anos de estudo. Mas esse avanço não diminuiu a diferença existente entre os salários de homens e mulheres que ocupam a mesma função no trabalho. Cabe aqui ressaltar que as condições para um trabalho saudável também são desiguais, como exemplo, as pesquisas afirmam que as mulheres são as maiores vitimas de assédio moral e sexual nas relações de trabalho.

Se entrarmos na questão do trabalho doméstico e de cuidados, responsáveis por uma segunda ou terceira jornada de trabalho diária, e não remunerado, verificaremos que a omissão do poder publico local, com a negação de políticas para idosos, portadores de deficiência e crianças de 0 a 5 anos, que dependem de cuidados especializados, dificulta ainda mais a possibilidade de mulheres buscarem um trabalho remunerado e com direitos assegurados. Em um país onde mais de 40% das famílias tem as mulheres como suas únicas responsáveis e 3 milhões e meio de brasileiros e brasileiras vivem sem o reconhecimento de paternidade, ou seja, em suas vidas existe ou existiu apenas a figura da mãe (dados estes com base em registros do Ministério da Educação).

Com relação à saúde das mulheres, muitos são os programas para a prevenção do câncer de mama e colo de útero, ao HIV e AIDs, a diabetes. Mas há a necessidade urgente de resolvermos a estimativa anual de 200 mil internações hospitalares por abortamento e 200 óbitos por aborto.

Há séculos as mulheres estão nas ruas lutando por um mundo de plena igualdade de direitos e oportunidades, conquistamos o direito de ter direitos como: a um trabalho remunerado, a estudar, a votar e ser votada, ao divorcio, e entre tantos outros direitos, a dizer basta a situação de violência doméstica.

A Lei Maria da Penha é uma vitoria do movimento de mulheres e representa um marco para o fim da violência contra a mulher e para a proteção das mulheres em situação de violência doméstica ou familiar, são quase seis anos debatendo com toda a sociedade a necessidade de termos equipamentos sociais que protejam as mulheres de seus agressores. Equipamentos como delegacias especializadas, casas abrigo, centros de referencia, juizados especiais, defensoria publica.

Mais de 70% da população brasileira conhece a Lei Maria da Penha, a sociedade tem debatido, o judiciário votou por sua constitucionalidade, mas como explicar que em Santa Catarina, nos primeiros 45 dias deste ano (01 de janeiro a 14 de fevereiro/2012), foram registradas: 3054 ocorrências por Ameaças, 1618 ocorrências por Lesão Corporal, 17 ocorrências por Tentativas de Homicídio Doloso, e 2 ocorrências por Homicídio Doloso, todos com relação a violência doméstica contra a mulher, e não há o registro de que estes agressores estejam presos. Ou que as mulheres que registraram as ocorrências e procuraram auxilio, estejam protegidas pelo estado.

Este ano comemoramos os 80 anos da conquista do direito de votar e ser votada, mas as mulheres ainda são menos de 10% das chefias das prefeituras e são cerca de 12% dos vereadores. A Lei de Cotas, mais uma grande conquista das mulheres, determina a inscrição de pelo menos 30% de candidatos de cada sexo e não podemos esperar 80 anos para avançarmos na conquista de espaços importantes de poder e decisão como Prefeituras e Câmaras de Vereadores, onde são propostas e efetivadas as políticas publicas que possibilitarão reais condições de igualdade e oportunidade para homens e mulheres.

Eu vou comemorar, somente quando não precisar mais lutar!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cinto de castidade em pleno século XXI - Brusque/SC




Esse criou o cinto, a maioria tortura psicologicamente, como se o corpo da companheira fosse parte de sua propriedade.

Marido fabricou "cinto de castidade" em casa e obrigou a mulher a usar engenhoca feita de arame. Ele queria garantir que ela só fizesse sexo com ele. Aconteceu em Brusque (SC). Mulher foi ao foro e à polícia. O homem está preso.
Espaço Vital


Medieval!
(14.02.12)


Durante 45 dias, uma moradora de Brusque (SC) foi obrigada a viver com uma engenhoca de arame na parte externa da vagina, colocada por seu companheiro, Antônio Carlos Lopes Pereira, 37 de idade, para funcionar como uma espécie de cinto de castidade.

Ela só se livrou do instrumento e da humilhação na semana passada, quando procurou as autoridades e contou o que estava passando. A prisão preventiva do homem foi decretada. Ele acabou preso na sexta-feira (10) à noite, pela Polícia Militar.

Imediatamente, os PMs foram à casa de Antonio. Lá, encontraram um revólver calibre 38, com balas no tambor. A arma não tinha registro. Por isso, Antônio foi também autuado em flagrante.

Conto de amor virou conto de terror

Segundo o jornal Diário do Litoral, de Itajaí (SC), "o que era pra ser uma história de amor entre Antônio e a mulher com quem foi viver junto em abril do ano passado virou um conto de terror".

Refere a matéria jornalística que "violento e descontrolado, o monstro mais parecia estar vivendo na Idade Média e chegou a fabricar com arame um instrumento que colocava à força na vagina da mulher, de 31 anos, e a obrigava a usar diariamente".

A mulher usou o cinto de castidade entre dezembro de ano passado e a semana passada, quando, não suportando mais o terror em que vivia, fugiu de casa e procurou ajuda no Foro de Brusque. Ali exibiu o vexame a que estava sendo submetida.

Pela história que ela contou no foro e na polícia, desde o começo da relação Antônio se mostrou um homem violento. Os dois se separaram e se reconciliaram várias vezes, até que, em 16 de dezembro do ano passado, ela passou a ser obrigada a usar o arame, que era fechado por um cadeado.

Na ocasião, depois de mais uma briga, Antônio a teria levado a um matagal perto de casa e, de arma em punho, ameaçado estourar sua cabeça. Depois, colocou a peça na sua vagina, dizendo que somente ele poderia fazer sexo com ela.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Violencia doméstica contra a Mulher em SC - Parte I


De acordo com a Secretaria de Segurança Publica de Santa Catarina, nos primeiros 45 dias deste ano (01 de janeiro a 14 de fevereiro/2012), houveram 3054 Registros Policiais de Ameaças contra MULHERES, dentro do espaço doméstico.
No local onde deveria ser seu porto seguro.
E o Sr Colombo faz o que ? ? ?
Nada... nada... nada...
Elas registram a ocorrencia e se obrigam a retornar para casa e continuar vivendo com o agressor.
BASTA!!!
Quantas mais morrerão? ? ?
O que voce tem feito para mudar isto ? ? ? ? ? ?

Violência contra a Mulher - SC 2014