quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Hoje é dia de falar de LER!


Hoje deixo aqui todo o meu carinho a trabalhadores e trabalhadoras, que em função do trabalho, adquiriram Lesões por Esforço Repetitivo.

Por ser o unico dia que não se repete todos os anos, hoje, 29 de fevereiro, é o Dia Internacional de Conscientização sobre as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Disturbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).

Queridezas, trabalhar sim, adoecer não!

Cuidado e muita atenção quando os primeiros sinais de dores localizadas, formigamento, inchaço, começarem a surgir nos punhos, cotovelos e mãos.

Quando diagnosticadas cedo, há cura das inflamações. Mas se atingir um grau de inflamação muito alto, infelizmente o processo de reabilitação é muito penoso, chegando ao ponto de perder os reflexos e os movimentos das mãos e braços.

Procure o seu Sindicato para maiores informações e cuide-se!

Beijarinhos meus com o desejo de um lindo dia!!!!!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

PESSOAS QUE MACHUCAM SEM BATER...


Há palavras que ferem tal qual uma faca afiada, cortam nosso coração, sangram a alma, ficam para sempre ecoando dentro de nós, na incerteza de um dia serem cicatrizadas.

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PESSOAS QUE MACHUCAM SEM BATER
(Por Martha Medeiros)

É fácil deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos. É só mirar no peito e atirar com palavras. Um dos maiores dramas femininos é a violência dentro de casa. Milhares de mulheres apanham do marido e do namorado. Não importa se são pobres ou ricas, analfabetas ou cultas: apanham uma, duas, três vezes e, em vez de fazerem a malinha e darem um novo rumo às suas vidas, mantêm-se onde estão, roxas e orgulhosas.

A maioria suporta a situação porque não tem como se sustentar, não tem para onde levar os filhos, elas estão nesse mundo sem pai nem mãe. Mas há outro motivo curioso: muitas mulheres encaram a surra como um contato íntimo. Na falta de um beijo, aceita-se um tapa. Dói, mas ninguém pode dizer que não existe uma relação a dois. É uma maneira masoquista de se fazer notar, de não se sentir ignorada pelo companheiro. Apanho, logo existo.

Que é medieval, nem se discute. Mas a humanidade convive há séculos com essas armadilhas, com essas cenas em que cada um interpreta como lhe convém. Podemos nos apiedar de quem sofre maus tratos em nome desse amor fora dos padrões, mas a verdade é que apanhamos todas, todos. Diga aí quem nunca machucou, quem nunca foi machucado, mesmo sem trazer marcas visíveis. Algumas pessoas são experts em não deixar cicatrizar velhas feridas, em fazer dor no ponto frágil. Insinuações doem, acusações injustas doem, desapego dói, indiferença, então. É justamente dentro das relações mais íntimas que se obtêm as melhores armas. A vulnerabilidade é terreno fértil para surras psicológicas.

Deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos não é passível de condenação. Não é crime, não deixa marcas de sangue no tapete. Mira-se no peito, atira-se com palavras, e os estilhaços caem para dentro. A violência física não tem essa premeditação. Ela caracteriza-se pela falta absoluta de controle. No momento em que se agride alguém com socos e pontapés, atravessa-se a fronteira do racional: vigora a degradação, a selvageria, o fim da civilidade. Por isso, preferimos a agressão verbal, que, apesar de também machucar, ao menos mantém a ordem.

O ideal, no entanto, seria escaparmos ilesos de qualquer brutalidade e convivermos apenas com abraços, sorrisos e palavras gentis, coisa que acontece geralmente, entre quem mal se conhece. A ternura full time só é comum entre pessoas cujas vidas não se misturam, não trazem conseqüências uma para a outra. Já a intimidade permite que a mágoa brote, transformando rancor em munição. Mike Tyson ao menos ganhava bem para bater e levar. No ringue, todo mundo perde.

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Solicitação URGENTE


Companheiros e Companheiras,

Em 08 de fevereiro de 2012, foi instalada no Congresso Nacional, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar a violência contra a mulher no Brasil e a implementação da Lei Maria da Penha nos Estados.

Em 15 de fevereiro, as Deputadas Federais Carmen Zanotto e Luci Choinacki, protocolaram o Requerimento 02/2012
(link http://www.senado.gov.br/sf/comissoes/documentos/SSCEPI/ReqVCM_a_Apreciar.pdf), solicitando a presença da CPMI em Santa Catarina. Dentro da justificativa a solicitação, encontra-se tambem a questão da ausencia de defensoria pública no estado.

Sabemos do comprometimento de todos e todas para que nosso estado tenha a Lei devidamente implementada, o que requer a construção dos equipamentos sociais necessários para proteção das mulheres em situação de violencia.
Amanhã, dia 28 de fevereiro, acontecerá a reunião da CPMI, que deverá apreciar o Requerimento acima citado.

Vimos através deste, solicitar que os companheiros e companheiras, encaminhem um email ainda hoje para antonio.lossio@senado.gov.br

Com o seguinte texto:

O (movimento/associação/sindicato/central), reafirma a necessidade URGENTE da presença da CPMI da Violência contra a Mulher no Estado de Santa Catarina, apoia a solicitação das Deputadas Federais Luci Choinacki e Carmen Zanotto através do Requerimento 02/2012 , a ser apreciado em reunião desta Comissão no dia 28 de fevereiro.
Certos de estarmos contribuindo para esta construção
Subscrevemos,

As Mulheres de Santa Catarina agradecem a contribuição de todos e todas
Saudações,
Schirlei Azevedo - MMTU/SC

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Março, Mês de Luta!


O mês de março está chegando e com ele as “comemorações” do dia internacional da mulher, mas o que realmente podemos comemorar? Alguns avanços aconteceram na ultima década com relação às políticas e programas sociais propostas pelo governo federal, mas que muitas vezes não chegam a todos os municípios por total falta de vontade política e comprometimento com as políticas para as mulheres por parte dos gestores locais, como exemplo, o pacto pelo fim da violência contra a mulher.

Avançamos também com o crescimento do nível de escolaridade das mulheres, possuímos maior esperança de vida e somos a maioria da População Economicamente Ativa (PEA) com mais de 11 anos de estudo. Mas esse avanço não diminuiu a diferença existente entre os salários de homens e mulheres que ocupam a mesma função no trabalho. Cabe aqui ressaltar que as condições para um trabalho saudável também são desiguais, como exemplo, as pesquisas afirmam que as mulheres são as maiores vitimas de assédio moral e sexual nas relações de trabalho.

Se entrarmos na questão do trabalho doméstico e de cuidados, responsáveis por uma segunda ou terceira jornada de trabalho diária, e não remunerado, verificaremos que a omissão do poder publico local, com a negação de políticas para idosos, portadores de deficiência e crianças de 0 a 5 anos, que dependem de cuidados especializados, dificulta ainda mais a possibilidade de mulheres buscarem um trabalho remunerado e com direitos assegurados. Em um país onde mais de 40% das famílias tem as mulheres como suas únicas responsáveis e 3 milhões e meio de brasileiros e brasileiras vivem sem o reconhecimento de paternidade, ou seja, em suas vidas existe ou existiu apenas a figura da mãe (dados estes com base em registros do Ministério da Educação).

Com relação à saúde das mulheres, muitos são os programas para a prevenção do câncer de mama e colo de útero, ao HIV e AIDs, a diabetes. Mas há a necessidade urgente de resolvermos a estimativa anual de 200 mil internações hospitalares por abortamento e 200 óbitos por aborto.

Há séculos as mulheres estão nas ruas lutando por um mundo de plena igualdade de direitos e oportunidades, conquistamos o direito de ter direitos como: a um trabalho remunerado, a estudar, a votar e ser votada, ao divorcio, e entre tantos outros direitos, a dizer basta a situação de violência doméstica.

A Lei Maria da Penha é uma vitoria do movimento de mulheres e representa um marco para o fim da violência contra a mulher e para a proteção das mulheres em situação de violência doméstica ou familiar, são quase seis anos debatendo com toda a sociedade a necessidade de termos equipamentos sociais que protejam as mulheres de seus agressores. Equipamentos como delegacias especializadas, casas abrigo, centros de referencia, juizados especiais, defensoria publica.

Mais de 70% da população brasileira conhece a Lei Maria da Penha, a sociedade tem debatido, o judiciário votou por sua constitucionalidade, mas como explicar que em Santa Catarina, nos primeiros 45 dias deste ano (01 de janeiro a 14 de fevereiro/2012), foram registradas: 3054 ocorrências por Ameaças, 1618 ocorrências por Lesão Corporal, 17 ocorrências por Tentativas de Homicídio Doloso, e 2 ocorrências por Homicídio Doloso, todos com relação a violência doméstica contra a mulher, e não há o registro de que estes agressores estejam presos. Ou que as mulheres que registraram as ocorrências e procuraram auxilio, estejam protegidas pelo estado.

Este ano comemoramos os 80 anos da conquista do direito de votar e ser votada, mas as mulheres ainda são menos de 10% das chefias das prefeituras e são cerca de 12% dos vereadores. A Lei de Cotas, mais uma grande conquista das mulheres, determina a inscrição de pelo menos 30% de candidatos de cada sexo e não podemos esperar 80 anos para avançarmos na conquista de espaços importantes de poder e decisão como Prefeituras e Câmaras de Vereadores, onde são propostas e efetivadas as políticas publicas que possibilitarão reais condições de igualdade e oportunidade para homens e mulheres.

Eu vou comemorar, somente quando não precisar mais lutar!

Violência contra a Mulher - SC 2014