terça-feira, 10 de abril de 2012

=> CPI da Segurança Publica e agressão a Companheira Zeli da Silva foram a pauta da tarde de hoje

A Bancada Feminina e a Bancada do Partido dos Trabalhadores, repudiaram em Plenário a violência que a companheira Zeli da Silva sofreu no ultimo dia 04. Leiam abaixo o Balanço da Tarde na ALESC.

Por Lisandrea Costa


DIRETO DA ALESC

10/04/2012 - 18h30min
Balanço da Tarde



A bancada do PT vai propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar problemas na segurança pública em Santa Catarina. A decisão foi comunicada pelo deputado Dirceu Dresch (PT), que abriu as discussões sobre a demissão do delegado Cláudio Monteiro e outros episódios de crise na segurança pública. “A Assembleia Legislativa precisa acompanhar de perto a situação, diante dos inúmeros fatos que vêm repercutindo na imprensa”, defendeu. Em aparte, a deputada Luciane Carminatti (PT) pediu o apoio dos deputados da base do governo para garantir investigação e para que a Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) possam atuar de forma autônoma. A deputada Ana Paula Lima (PT), por sua vez, disse que “a Casa não pode fechar os olhos para o que está acontecendo na segurança pública” e que as denúncias devem ser investigadas.

Em seu pronunciamento, o deputado Maurício Eskudlark (PSDB) elogiou a forma como o delegado Cláudio Monteiro conduziu a Deic no período em que esteve à frente da diretoria. A substituição dele ocorreu em momento inoportuno, na avaliação do parlamentar, o que “trouxe constrangimento a esse policial e a sua família”. O delegado deve responder administrativamente pelo suposto recebimento de uma diária indevida, mas não merecia ser “escrachado publicamente”, conforme o deputado. Em aparte, o deputado Jailson Lima (PT) manifestou solidariedade ao delegado e sua família. Jailson disse que Monteiro tem o direito de defesa e que ele possui uma folha corrida de bons serviços prestados à segurança pública em Santa Catarina.


A agressão a uma dirigente sindical durante manifestação em frente a uma fábrica, em Agrolândia, foi repudiada pela bancada feminina na Assembleia Legislativa. O assunto foi abordado pelas deputadas Ana Paula Lima e Luciane Carminatti. A dirigente agredida, Zeli da Silva, é presidente do Sindicato da Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Rio do Sul e Alto Vale do Itajaí (Sititev). Ela foi espancada pelos proprietários da empresa RG Confecções quando coordenava uma manifestação em frente à empresa, no dia 4 de abril. O Plenário aprovou uma moção de repúdio a essa ação.
O deputado

Nilson Gonçalves (PSDB) comentou os resultados obtidos pelos municípios catarinenses no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF). O ranking tem por objetivo estimular a cultura da responsabilidade administrativa, por meio de indicadores que possibilitem o aperfeiçoamento das decisões quanto à alocação dos recursos públicos, bem como maior controle social da gestão fiscal. Entre os municípios catarinenses, o primeiro lugar no ranking de 2012 pertence a Balneário Camboriú, que ocupa o 11º lugar no ranking brasileiro.
A redução de taxas de juro pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal foi o assunto levado à tribuna pelo deputado Dieter Janssen (PP). Ele disse que a redução beneficia o consumidor brasileiro, assim como incentiva a produção e a geração de empregos. (Lisandrea Costa)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Basta de violencia contra nossas lideranças!!

O Movimento de Mulheres Trabalhadoras Urbanas de Santa Catarina vem a publico repudiar a agressão sofrida por uma de suas coordenadoras, no momento em que defendia os trabalhadores e trabalhadoras de sua base sindical.

É inaceitável a forma como empregadores desrespeitam a democracia e a liberdade de organização sindical de trabalhadores e trabalhadoras.

Zeli da Silva é uma lutadora incansável em defesa do fim de toda e qualquer forma violência, seja no campo ou na cidade, seja no espaço publico ou privado.

Somos solidárias a companheira Zeli da Silva e conclamamos a todos e todas que defendem a nossa Constituição Federal, a Democracia, a Organização Sindical, a luta de Trabalhadores e Trabalhadoras, que se manifestem através do email abaixo, exigindo a correta investigação dos fatos e a punição de seus agressores:

Email:
estamoscontigozeli@gmail.com

Zeli da Silva,
Mexeu com Ela,
Mexeu Comigo!





Zeli da Silva é agredida em Agrolândia.

05/04/2012
Postado em: http://www.sititev.com.br

A presidente do sindicato dos trabalhadores nas indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Rio do Sul e região (SITITEV) Zeli da Silva, participava de uma manifestação em frente a uma empresa em Agrolândia na tarde de ontem (04), quando foi covardemente agredida.

Zeli da Silva que buscava informar os trabalhadores de seus direitos foi agredida com um pedaço de pau desferido por um dos proprietarios da empresa que acertou o rosto de Zeli da Silva. Zeli da Silva foi encaminha ao pronto socorro do Hospital Regional onde teve que passar por procedimentos emergencias provocados pelo golpe desferido contra ela na tarde de ontem. A sindicalista registrou boletim de ocorrencia e ingressara na justiça contra o agressor.

**Os patrões covardes e agressores são Roberto Markewicz e sua esposa Gislaine Batista Marinho Markewicz.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nossos quixotinhos destemidos e desaforados diante do Clube Militar

Este texto está tão maravilhoso que tive vontade de deixar aqui bem guardadinho para quem passar pelo blog tambem ler.



Hildegard Angel: Nossos quixotinhos destemidos e desaforados diante do Clube Militar

do Blog de Hildegard Angel, no R7



Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o “31 de Março” e contra a Comissão da Verdade.

Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me, coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.


A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como “Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar”. Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou!

Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!

Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?

Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontradas, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 – e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.

E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar. ”Assassino!”, “assassino!”, “torturador!”, gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.

Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.

Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: “Presente!”. Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão.

Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do “corredor”, manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha, testemunhando tudo aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.

Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram.

Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: “A senhora quer um copo d’água?”. Na mesma hora o copo d’água veio. O segurança do Clube ofereceu: “A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? “. “Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada”. E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.

A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações? Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos “sonhos impossíveis” ao destemor idealista dos mais jovens?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Transparência - Pare de reclamar e participe!


Acontece em Florianopolis, nos dias 02, 03 e 04 de abril a I Conferencia Estadual de Transparencia e Controle Social.

As conferencias regionais sobre transparencia e controle social, realizadas no decorrer de 2011 alcançaram 96% dos Municipios de Santa Catarina, tiveram 396 propostas originais, 208 propostas sistematizadas, somando um total aproximado de cinco mil catarinenses debatendo a temática.

Hoje, na I Conferencia Estadual de Transparencia e Controle Social estão reunidos 350 delegados e delegadas que deverão eleger 47 delegados e delegadas para a Conferencia Nacional.

Das 208 propostas vindas das regionais, divididas em 4 eixos (transparencia, participaçao social, conselhos, diretrizes), os grupos de debate (8 grupos - dois por eixo) irão destacar 10 propostas prioritárias.

Os delegados e delegadas inscritos, oriundos da sociedade civil, estão articulados em defesa de propostas para promover a transparência pública e estimular a participaçao da sociedade no acompanhamento e controle da gestão publica, contribuindo para um controle social mais efetivo e responsável.

O objetivo geral da CONSOCIAL, é o de construir um doceumento com 80 diretrizes que servirá de base para a construção do Plano Nacional sobre Transparencia e Controle Social.

Todos os brasileiros e brasileiras podem participar deste momento de construção através da conferencia virtual que acontece até domingo (08 de abril) através do site:http://www.consocial.cgu.gov.br/

Saudações,

Violência contra a Mulher - SC 2014